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quarta-feira, 28 de março de 2012

PESQUISA REVELA QUE ABELHAS SÃO BIOINDICADORAS DE POLUIÇÃO AMBIENTAL


SÃO PAULO - Pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, revela que as abelhas são bioindicadoras de poluição ambiental. Durante as viagens para coleta de água, néctar e pólen das flores, as abelhas são impregnadas por microrganismos e substâncias químicas presentes na atmosfera, podendo servir de indicador da qualidade do ar.

Partículas suspensas no ar são interceptadas pelas abelhas é o resultado de estudo realizado pela bióloga Talita Antônia da Silveira, desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Entomologia, com o objetivo de verificar se o pólen apícula coletado por abelhas pode ser utilizado como bioindicador de poluição ambiental. Talita explica que as abelhas operárias realizam viagens exploratórias em áreas que cercam seu habitat, recolhendo o néctar, a água e o pólen das flores. Com isto, quase todos os setores ambientais — solo, vegetação, água e ar — são explorados.  “Durante este processo, diversos microrganismos, produtos químicos e partículas suspensas no ar são interceptados pelas abelhas e podem ficar aderidos ao seu corpo ou ser ingeridos pelas mesmas”, explica a pesquisadora.
Pautado neste fato, os produtos apícolas podem ser usados como bioindicadores para monitoramento de impacto ambiental causado por fatores biológicos, químicos e físicos. As abelhas são insetos sociais que contribuem para o ambiente por meio da polinização, ajudam na agricultura e, de quebra, ainda fornecem mel, geleia real, cera, própolis e pólen. Quanto aos resultados obtidos pelo estudo, Talita salienta que o armazenamento de mel e pólen, a postura da rainha e a ocupação dos favos estão sujeitos às variações sazonais, já que as características produtivas e reprodutivas de colônias de abelhas são influenciadas pelo clima e pela disponibilidade de alimento na região em que são criadas.
“Quanto à interferência do clima nos parâmetros físico-químicos, o estudo mostrou que as condições meteorológicas do ambiente influenciam a qualidade e a coleta do pólen”, conclui Talita.
Mais informações: (19) 3429 – 4199, ramal 220 / 8849-4530 / 8327-3090; 
email: tasilveira@usp.br, com  Talita Antonia da Silveira

Matéria de Ana Carolina Miotto, da Esalq/ Agência USP de Notícias

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