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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

PROJETO FIXA PISO DE R$ 1.020 PARA AGENTES DE SAÚDE


Tramita na Câmara o Projeto de Lei 7095/10, do deputado Ribamar Alves (PSB-MA), que fixa em R$ 1.020 o piso salarial dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias. A proposta também limita a jornada de trabalho dos agentes em 40 horas semanais e cria um adicional de insalubridade, entre 20% e 40% do salário, conforme o grau de exposição a riscos.
 
Segundo o texto, o valor do piso será atualizado anualmente de acordo com a variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPCMede a variação de preços da cesta de consumo das famílias de baixa renda, com salário de um a seis mínimos, entre os dias 1º e 30 do mês de referência. Abrange nove regiões metropolitanas do País (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém, Porto Alegre e Curitiba), além do município de Goiânia e de Brasília. O índice é calculado pelo IBGE desde 1979 e é muito utilizado como parâmetro para reajustar salários em negociações trabalhistas.). O projeto estabelece ainda que o plano de carreira da categoria terá como diretrizes, por exemplo, a valorização e profissionalização dos agentes, e a progressão nas carreiras pelo aprimoramento educacional, profissional e pelo tempo de serviço.

A proposta regulamenta a Emenda Constitucional 63/10, que prevê a criação de lei federal para institui o piso salarial profissional nacional e diretrizes para os planos de carreira de agentes comunitários de saúde e de agentes de combate às endemias.

Tramitação

O projeto tramita em conjunto com o PL 7495/06, do Senado, que regulamenta as atividades de agente comunitário de saúde e de agente de combate às endemias. Uma comissão especial está analisando as propostas, que depois irão a plenário.

Íntegra da proposta:

Reportagem - Oscar Telles
Edição - Daniella Cronemberger


FONTE:
AGÊNCIA CÂMARA

CIDADE CEARENSE REGISTRA MAIOR ALTA NA ARRECADAÇÃO E MORADA NOVA A MENOR DO BRASIL

Morada Nova à noite
Estudo da associação Transparência Municipal sobre evolução na arrecadação tributária destaca duas cidades cearenses, Camocim e Morada Nova, como municípios que tiveram as maiores elevação e queda na captação. Das 17 cidades que sofreram redução, três são do Ceará

Camocim e Morada Nova ficaram nos extremos opostos no quadro de evolução de receita tributária entre os anos 2006 e 2009. Segundo pesquisa da Transparência Municipal que contempla cidades com população acima de 50 mil habitantes, Morada Nova (Baixo Jaguaribe) teve o decréscimo mais acentuado do País, caindo de R$ 3.041,00 milhões em 2006 para R$ 1.017,00 milhão em 2009. Uma redução de 66% que reduziu em pouco mais de R$ 2 milhões a arrecadação municipal.

Na outra ponta da tabela está Camocim. O município teve o maior aumento percentual na captação de tributos entre as cidades com até 100 mil habitantes e o segundo maior aumento de todo o País. A receita tributária de Camocim saltou de R$ 514 mil em 2006 para R$ 2,6 milhões em 2009, um aumento de 407%.

O secretário de gestão de Camocim, Ricardo Ferro, diz que a evolução na arrecadação de impostos deve-se ao investimento profissional fornecido aos servidores da equipe tributária. “Ninguém gosta de pagar imposto, principalmente no interior. É preciso uma equipe bem capacitada para tratar dessa questão”, afirma o secretário.

O segundo motivo citado por Ricardo Ferro é a correção na cobrança do Imposto Sobre Serviço (ISS) de qualquer natureza; segundo ele, o valor cobrado pelo imposto era abaixo do custo devido nos anos anteriores.

Dos 587 municípios estudados, 17 (2,7%) tiveram redução na receita tributária. Três deles no Ceará: Icó (-24%), Morada Nova (-66%) e Russas (-47%). Em média, os municípios brasileiros com população acima de 50 mil habitantes tiveram aumento na captação tributária de 47%.

De acordo com o consultor e pesquisador da associação Transparência Municipal, François Bremaeker, a principal causa do crescimento na captação de impostos municipais é a migração da população rural para zonas urbanas. Somente na zona urbana são cobrados impostos como o IPTU, e há maior circulação de taxas como ISS e ICMS.

O Censo Demográfico 2010 revela que, desde o ano 2000, 1,5 milhão de pessoas migraram do campo para centros urbanos. Nesse período, a população urbana aumentou três pontos percentuais, de 81% para 84%.

O segundo fator que mais contribuiu com a elevação na arrecadação de tributos, de acordo com François Bremaeker, foi o aumento na renda do brasileiro nos últimos oito anos, principalmente entre os mais pobres.

De 2003 a 2009, 23 milhões de brasileiros saíram da linha de pobreza e ampliaram, principalmente, a classe C. Os 10% mais pobres tiveram uma renda média elevada 6,8%; entre os 10% mais ricos, a elevação foi de 1,5%. Os dados são da Fundação Getúlio Vargas (FGV).



FONTE: 
MORADA NOVA ONLINE

ROBERTO MESQUITA PROPÕE CRIAÇÃO DO FUNDO ESTADUAL DE COMBATE ÀS DROGAS

Foto: Agência Reuters - Fernando do Nascimento
O deputado Roberto Mesquita (PV) informou, em pronunciamento na sessão desta quinta-feira (10/02) da Assembleia Legislativa, que deu entrada em projeto de indicação sugerindo ao Governo do Estado a criação do Fundo Estadual de Combate às Drogas. Segundo ele, a ideia é destinar 1% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) a este Fundo.

Por ano, o Ceará recolhe cerca de R$ 6 bilhões de ICMS. Desta forma, o Fundo teria R$ 60 milhões anuais à disposição para ações contra o avanço do comércio de entorpecentes. Para Roberto, porém, o foco inicial de combate tem que ser o crack, droga obtida da merla (uma variação da pasta de cocaína).

Para gerir o dinheiro, formular políticas preventivas e de enfrentamento substâncias que provoquem dependência química e fiscalizar a execução dos projetos, seria instituído um conselho de nove componentes.

A composição contaria com um representante da Assembleia, um do Ministério Público Estadual, um da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), um da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), um da Secretaria de Ação Social, um da Secretaria da Educação (Seduc), um da regional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-CE), um da União dos Vereadores do Ceará (UVC) e um da Associação dos Prefeitos do Ceará (Aprece).

Mesquita disse esperar com o apoio irrestrito do governador Cid Gomes. “Precisamos mostrar que este é um Fundo que dará lucro. Ao combatermos o crack, gastaremos menos com a segurança e com a saúde, e tornaremos mais saudável uma geração que está acometida. Não podemos dar muito tempo ao tempo. Esse é um problema que é para ser resolvido ontem. Porque escraviza e humilha muitas famílias”, considerou.

Ele atribuiu ao avanço do crack o aumento no número de assaltos e homicídios em todo o País, bem como dos registros de prostituição. Com isto, o parlamentar cobrou: “o que vemos é que as políticas atuais precisam ser fortalecidas, receber mais recursos e ser gerenciadas por pessoas competentes para erradicar esse mal do século”.

Em aparte, a deputada Eliane Novais (PSB) lembrou da criação de uma Frente Parlamentar de Combate às Drogas e de um Fundo similar pela Câmara Municipal de Fortaleza (CMF), quando ela era vereadora. Lembrou ainda do Pacto pela Vida, documento elaborado pelo Conselho de Altos Estudos e Assuntos Estratégicos da AL e que vai traçar um diagnóstico da drogadição no Ceará. “A epidemia do crack é avassaladora. E nós, como parlamentares, teremos que tomar a frente disso”, pontuou.

O deputado Ely Aguiar (PSDC) também se declarou favorável ao projeto de Roberto Mesquita. “É extremamente viável. A gente espera que seja acolhido pelo Governo”, frisou, sendo complementado pelo deputado Carlomano Marques (PMDB): “este é um problema que aniquila famílias e mutila a sociedade. Mas a China mostrou que consegue superar ao vencer as duas guerras do ópio, em meados do século 19. E nós vamos construir uma equação que vá ao encontro do que deseja a sociedade”.

FONTE: 
Coordenadoria de Comunicação Social
comunicacao@al.ce.gov.br

QUIXERAMOBIM JÁ FAZ IMPLANTE CONTRACEPTIVO DE LONGA DURAÇÃO

Implanon, Contraceptivo de longa duração
QUIXERAMOBIM - No último dia 02 de Fevereiro o Centro de Referência à Saúde da Mulher realizou o 1º procedimento do Implante contraceptivo de longa duração, o IMPLANON. Este procedimento foi realizado pela equipe capacitada para tal, o Médico especialista em Ginecologia e Obstetrícia VANDERLAN GONÇALVES DOS SANTOS e a Enfermeira Coordenadora da Saúde Reprodutiva REJANE DE SOUSA BASTOS. 

Este método é conhecido como o método das atrizes por ser de alto custo, de longa duração (3 anos) e rapidamente reversível (o retorno da ovulação se dá com 3 semanas após ser retirado).É um método utilizado em mulheres as que não possam usar outro método, como também pode ser colocado imediatamente após aborto até 12 semanas ou após 21 a 28 dias do parto ou aborto de segundo trimestre e também serve como coadjuvante no tratamento da dismenorréia. A aquisição deste método é mais uma conquista do nosso município que tanto investe na saúde. 

Podemos também ressaltar as Campanhas de Prevenção do Câncer do Colo do Útero, que neste último ano pode contar com o apoio do Prefeito Edmilson Júnior e da Secretária de Saúde Adriana Pimentel. Com esta campanha foi realizado só no mês de agosto/2010, 810 exames na faixa etária (25 a 59), faixa esta conhecida como sendo a de maior índice da doença, nos últimos 5 anos, nunca tinha sido realizado esta quantidade de exames em um espaço tão pequeno de tempo.

Quixeramobim possui uma  unidade de Referência em gravidez de médio e alto risco, em Planejamento Familiar, em Reposição Hormonal, em Esterilidade Humana, e apta para realizar vários procedimentos que antes o Município tinha que encaminhar para grandes centros, como: PAAF (Punção Aspirativa por Agulha Fina), Biópsias de colo, Colposcopias, Cory Biopsy e acompanhamento das mulheres com exames alterados. Neste último, o município está de parabéns, pois tem atingindo os 100% do seguimento dessas mulheres.

FONTE:
www.quixeramobim.ce.gov.br

PRIORIDADE DE DILMA, COMBATE AO CRAK É DISCUTIDO NA CÂMARA

Dos cerca de 80 projetos de lei relacionados a drogas, a maioria pretende aumentar as penas aplicadas a traficantes. Presente em 98% dos municípios brasileiros, o crack é uma das preocupações.
Presidente Dilma Rousseff
Nos últimos anos, o consumo de crack e o aumento de ocorrências policiais relacionadas à droga colocaram o problema no topo da agenda da segurança pública. A questão, eleita prioridade pela presidente Dilma Rousseff, também está em discussão na Câmara. Tramitam na Casa cerca de 80 projetos relacionados às drogas, endurecendo penas e fortalecendo ações educativas e de tratamento dos usuários - e um dos projetos trata especificamente do crack.

No discurso de abertura dos trabalhos legislativos, na semana passada, Dilma não descartou o uso das Forças Armadas e das Forças Nacionais de Segurança no combate ao tráfico e defendeu a expansão dos modelos de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) já implantados no Rio de Janeiro. "Reitero nosso compromisso de agir no combate às drogas, em especial ao avanço do crack, que desintegra nossa juventude e fragiliza as famílias", afirmou a presidente, no plenário da Câmara.

A preocupação do governo federal está relacionada à rápida expansão da droga. Levantamento da Confederação Nacional dos Municípios em dezembro passado revelou que o crack está presente em 98% das 3.950 cidades pesquisadas, sinal da interiorização de uma droga que até pouco tempo era consumida majoritariamente nas grandes capitais.

Lei específica

Dentre as propostas em tramitação relacionadas a drogas, a maioria pretende aumentar as penas aplicadas aos traficantes de drogas ou impedir que eles sejam beneficiados com a progressão para outros regimes. No total, 20 propostas têm esse objetivo.

O Projeto de Lei 5444/09, do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), trata especificamente do crack. Segundo a proposta, quem produzir, traficar ou estimular o consumo da droga terá a pena aumentada entre 2/3 e o dobro. Pimenta defende que o crack deve ter um tratamento diferente, em função do seu elevado potencial nocivo.

"Hoje temos várias drogas e não há uma gradação entre elas (na lei). O crack é simplesmente tratado como mais uma", criticou. "O projeto tira o crack do rol das drogas em geral, já que ele desconstitui as relações familiares". O deputado disse que vai buscar consenso para que o seu projeto, já aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, seja incluído na pauta do Plenário com prioridade.

A proposta, porém, não tem o apoio do deputado João Campos (PSDB-GO), contrário à mudança na legislação sobre tráfico. "Temos uma lei antidrogas que entrou em vigor em 2006 e endureceu substancialmente as penas. O problema não é de norma, não é de lei, é de políticas públicas", disse o parlamentar, que é membro da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.

Prevenção e Tratamento

Apesar de divididos em relação à mudança da legislação, João Campos e Paulo Pimenta concordam que o combate às drogas não deve ser tratado apenas sob a ótica da repressão. É necessário incentivo à prevenção e ao tratamento.

Pimenta defende que o tratamento inclua também os parentes dos usuários da droga. "O crack é revelador de uma família ou de um grupo social fragilizado. Por isso, requer também uma política pública de saúde voltada para o indivíduo e para sua família, o que ainda não existe", avaliou.

Campos, por outro lado, sugere que o governo federal incentive convênios com organizações não governamentais que lidam com dependentes. "Quem atua com excelentes resultados na área de reabilitação de usuários são principalmente as igrejas. Se o governo passar a apoiar as múltiplas instituições que atuam nessa área, os resultados serão melhores e o dinheiro melhor aplicado", disse o deputado, que também preside a Frente Parlamentar Evangélica.

CPI das Fronteiras

Outro ponto da política de combate às drogas que deve ser reforçado, na avaliação do deputado Paulo Pimenta, é o controle das fronteiras. Para isso, ele propõe a criação de uma CPI das Fronteiras, para dar continuidade ao trabalho da CPI da Violência Urbana, encerrada em dezembro passado, após mapear 17 pontos de entradas de armas e drogas no Brasil. O objetivo é aprofundar a análise desses pontos de fronteira.

"Essa radiografia é importante porque cada fronteira tem uma realidade diferenciada, que envolve diversos órgãos", disse o parlamentar, que já está colhendo as 171 assinaturas necessárias para a instalação da CPI.

Reportagem - Carol Siqueira
Edição - Daniella Cronemberger

FONTE: 

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

PROJETO QUER PROÍBI VENDA E USO DE CEROL NO CEARÁ

Pindamonhangaba realiza o primeiro campeonato de pipas em prol a conscientização contra o uso do cerol
Iniciou tramitação na Assembleia Legislativa o projeto de indicação 03/2011, de autoria do deputado Hermínio Resende (PSL), que prevê a proibição do uso, produção e venda do cerol, substância composta de vidro moído e cola utilizada nas linhas de arraias. A matéria já havia sido apresentada na legislatura passada, mas não foi submetida a apreciação do plenário.

De acordo com a proposição, o cerol deve ser imediatamente apreendido pelo agente público, quando localizado, e remetido ao órgão ambiental para destino final, conforme prevê a proposição.

A matéria ainda prevê as seguintes sanções aos infratores flagrados fabricando cerol: I – Notificação oficial; II – Em caso de reincidência, será aplicada multa de 500 (quinhentas) UFIRCE; III – Persistindo a irregularidade, a multa será aplicada em dobro, sem prejuízo das sanções penais.

Os usuários da substância serão sujeitos a: I – Notificação oficial; II – Em caso de reincidência, será aplicada multa de 50 (cinquenta) Unidade Fiscal de Referência do Estado do Ceará - UFIRCE; III – Em caso de danos ao patrimônio, será aplicada multa de 300 (trezentas) UFIRCE sem prejuízo da responsabilidade pela reparação do dano; IV – Em caso de danos a terceiros, será aplicada multa de 500 (quinhentas) UFIRCE, sem prejuízo das sanções penais.

Para justificar o seu projeto, o deputado Hermínio Resende declarou que a utilização do cerol em linhas de pipas proporciona diversos acidentes, ocasionando danos ao patrimônio, como por exemplo, na fiação elétrica e mais sérios quando atentam contra a vida humana. Ele salientou ainda que os acidentes com usuários do cerol, ou com terceiros, muitas vezes resultam em morte, principalmente aqueles que envolvem altas tensões elétricas, ou aqueles que envolvem motociclistas que sofrem a ação das linhas cortantes na altura do pescoço.

“Não bastasse o exposto, o cerol, na maioria das vezes, é fabricado a partir de lâmpadas que contêm mercúrio. Os produtos que contêm mercúrio são classificados como resíduos perigosos quando excedem o limite regulatório de toxicidade”, explicou Hermínio Resende.

FONTE: 
Coordenadoria de Comunicação Social
comunicacao@al.ce.gov.br
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