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domingo, 9 de janeiro de 2011

TREM BALA PODERÁ SER USADO PELOS CORREIOS PARA ENTREGAR ENCOMENDAS


Brasília – A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) poderá utilizar o trem de alta velocidade (TAV) para fazer o transporte de cartas e encomendas. De acordo com o Ministério das Comunicações, o ministro Paulo Bernardo solicitou ao presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, que inicie conversas com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para discutir o projeto.

Segundo o ministro, cerca de 80% do tráfego de serviços dos Correios estão concentrados nas áreas metropolitanas do Rio de Janeiro e de São Paulo. A ideia é ter um vagão exclusivo para as mercadorias dos Correios, que podem ser um cliente fixo do trem.

O trem de alta velocidade irá ligar as cidades de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. O empreendimento tem um custo estimado de R$ 33 bilhões. O leilão para as obras do TAV está marcado para o dia 29 de abril e a previsão de conclusão é para 2015.


Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

Edição: Lana Cristina

FONTE:
Agência Brasil

POR UMA SOCIOLOGIA DA ERA LULA

Lula recebe as chaves da cidade de São Bernardo do Campo - Fernando Borges/Especial/Terra


No final da década de 1950, Wright Mills, um dos mais brilhantes cientistas sociais norte-americanos da segunda metade do século XX, chamava à atenção, em uma obra intitulada A imaginação sociológica, para o fato de que as pessoas tendem a reclamar dos seus problemas cotidianos buscando causas explicativas no seu entorno imediato. Para ele, a maioria das não consegue estabelecer relações causais entre os sofrimentos vivenciados individualmente e as estruturas sociais mais amplas, expressas em tendências econômicas, dinâmicas demográficas e relações de classes, dentre outras. Ao contrário do que pensava o grande sociólogo não são apenas as "pessoas comuns" que agem assim. Ultimamente tem sido essa também essa a reação de muitos dos que se pretendem analistas do mundo social no Brasil. Em especial quando o objeto de análise diz respeito, direta ou indiretamente, ao governo do agora ex-presidente Lula.
Na última semana, marcada pela despedida de um presidente com inéditos 87% de avaliação positiva por parte da população, assistimos ou lemos os nossos "bem pensantes", especialmente aqueles auto-identificados como "cientistas políticos", produzindo lugares-comuns e vendendo-os como análises científicas. Nestas, via de regra, a popularidade do ex-presidente resultaria de sua "capacidade de comunicação", dos ventos favoráveis da economia internacional e do Programa Bolsa-Família. Platitudes e lugares-comuns substituem, assim, a necessidade de perscrutar com mais rigor a realidade.
Poucos analistas se preocuparam em produzir alguma explicação para o espantoso fato de que a popularidade do ex-presidente tenha ocorrido concomitante a uma das mais agressivas reações dos principais órgãos da imprensa nativa a um Presidente da República. Para usar surrado bordão, nunca antes na história deste país um mandatário foi tão hostilizado, quando não ridicularizado, como o Lula durante os últimos oito anos.
Como o bolsa-família, o Prouni e as políticas de micro-créditos, dentre outros instrumentos de transferência de renda, não atingem, nem de longe, aquele contingente populacional que, a cada nova pesquisa, identificava o Governo Lula como "ótimo" e "bom", restou aos "bem-pensantes" apelar para o velho preconceito de classe: os "de baixo" não teriam muito apreço pela ética. Ou pelas instituições democráticas.
Houve quem chamasse a atenção para o "carisma" do ex-presidente. Mas este foi definido como uma característica pessoal. Mesmo gente que citava Max Weber, autor de célebre elaboração sobre a "dominação carismática", esquecia que, para o pensador alemão do início do século, carisma, na vida política, é um fenômeno relacional, não uma particularidade desse ou daquele indivíduo. Analisar os motivos e reações dos "seguidores" do líder supostamente "carismático" é sempre o exercício mais importante. Exatamente o que era apenas superficialmente tocado.
Os "bem-pensantes" esqueceram as pessoas. E estas, ao contrário do supõem os que se alimentam dos próprios preconceitos que secretam, são reflexivas. Fazem comparações e escolhas. Entre um lado que fazia discursos "em defesa da ética", mas ainda ontem praticara uma selvagem "privataria", e o lado que apresentava políticas sociais que tiraram 15 milhões da pobreza, incluíram milhares de jovens no ensino superior e provocaram um positivo curto-circuito em economias locais de recantos esquecidos desde sempre, as pessoas escolheram o segundo.
Novos atores entraram em cena. Tornaram-se visíveis. Mais do que isso, cidadãos. E, em conseqüência, também consumidores. Abarrotaram as ruas de comércio popular, mas também os shoppings e os aeroportos. Não poucos ficaram incomodados com essas novas companhias nos seus espaços. Afinal, "praias" durante tanto tempo exclusivas foram "invadidas".
O incômodo de alguns setores tradicionais ante a emergência desses novos cidadãos alimentou a narrativa preconceituosa dominante na imprensa. Os bem-pensantes contribuíam com suas "análises" a respeito do "populismo". Os menos sofisticados falavam em "bolsa-esmola"...
Passado o vendaval das fortes emoções provocadas pela presença de Lula no centro do palco, é tempo de se produzir uma rigorosa e crítica sociologia da "Era Lula". Quem desejar assumir essa tarefa deve se lembrar de um alerta, formulada há décadas por outro grande cientista social, este brasileiro, que apontava a necessidade de superarmos análises que apenas "arranham a superfície" dos fenômenos. Refiro-me a Florestan Fernandes, alguém que desdenhava, com ironia corrosiva, o mundo pintado pelos bem-pensantes. 

Edmilson Lopes Júnior
De Natal (RN)
Edmilson Lopes Júnior é professor de sociologia na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
FONTE:
http://terramagazine.terra.com.br

INVESTIR EM EDUCAÇÃO É O PRIMEIRO PASSO PARA VENCER A ESCASSEZ DE MÃO DE OBRA QUALIFICADA



Na palestra Iluminando o apagão de talentos, executivos de grandes companhias fizeram um diagnóstico da situação e apontaram possíveis caminhos para solucionar o problema, que ameaça as próximas gerações de profissionais. Isso por que o Brasil enfrenta, hoje, uma grande escassez de mão de obra técnica, decorrente da desaceleração na formação de profissionais nos anos 80 e 90, e se vê responsável por sustentar um crescimento previsto de 7% da economia.

Lilian Guimarães, vice-presidente de RH do Grupo Santander Brasil, que assumiu o cargo na empresa durante a fusão com o Banco Real, contou sua experiência de gerir uma equipe de 50 mil pessoas, em meio à complexidade do mundo atual. Já a diretora de RH da Mendes Júnior, empresa do ramo de construção pesada, Lívia Sant'Ana, falou do desafio de trabalhar com gestão de pessoas no pós-crise, numa época em que o investimento volta para a indústria de infraestrutura por causa da proximidade de eventos como a Copa do Mundo, Olimpíadas do Rio de Janeiro e exploração do pré-sal. Já Carlos Lubus, gerente de RH da Yara Brasil Fertilizantes, companhia norueguesa sediada no Rio Grande do Sul, falou sobre a importância do RH - que antes era apenas um administrador de pessoal e hoje tem a função de gerir pessoas - para superar o período da crise.
 
Mas afinal, existe ou não apagão de talentos? Sim e não, segundo os palestrantes. Lilian acredita que não há apagão, mas sim uma desconexão entre muitas pessoas desempregadas e muitas vagas de emprego, sem uma ponte que ligue uma coisa a outra. "Precisamos aprender a preparar os profissionais disponíveis para as vagas em aberto em vez de continuar tirando as pessoas de outras empresas, normalmente concorrentes", afirmou. Segundo ela, isso gera uma elevação de cargos e remuneração, promovendo profissionais que nem sempre estão preparados para assumir funções maiores. "Isso não faz bem nem às empresas, nem aos profissionais", ressaltou.

Para Lívia, da Mendes Júnior, o apagão é circunstancial, pois não há no Brasil um plano estruturado para o crescimento e as ações são tomadas à medida que os problemas surgem. "O governo e o setor privado não estão caminhando na mesma direção, é preciso pensar diferente para atingir melhores resultados, aproximando os dois caminhos", afirmou. Ela explicou, também, que no caso da construção civil, faltam engenheiros e técnicos para atuarem a curto prazo, o que requer soluções imediatas. Já no setor de agribusiness, Lubus classifica o cenário como "apagãozinho", uma situação que se não for reparada agora, tende a crescer. Na visão dele, existe muito desperdício no setor de educação, com esforços desassociados, o que gera falta de mão de obra em diversos segmentos, sejam pedreiros, engenheiros ou profissionais de tecnologia. "Há uma 'poupança' de pessoas desempregadas e subempregadas que precisam ser resgatadas e capacitadas, caso contrário haverá um grande gargalo humano em breve", alertou.

Educação como base
Em meio a cenários empresariais e regionais completamente diferentes, os três palestrantes concordam que, com apagão ou não, o grande problema com a mão de obra é a falta de atenção com a educação nas últimas décadas. Como, então, iluminar este apagão? Com um mercado cada vez mais competitivo, eles acreditam que a solução é a preparação da força de trabalho e a formação das gerações futuras, em ações com foco no curto e longo prazo.

E na falta de maiores esforços do governo, as empresas acabam sendo pressionadas a assumir sua responsabilidade e agir. Nesse sentido, os executivos citaram exemplos de ações que envolvem grupos de empresas promovendo parcerias com instituições de ensino para estimular a formação técnica, e também para reduzir a evasão no ensino básico. O objetivo é desenvolver profissionais e colocá-los no mercado de trabalho o quanto antes, sem deixar de lado a orientação das novas gerações com relação à importância de investir na carreira.
Quanto à colocação imediata de profissionais no mercado, Lívia acredita que o caminho é atrair pessoas que realmente possuem afinidade com a empresa e sua área de atuação, que trarão ganhos reais aos projetos. Em função da lacuna deixada pelos anos 80 e 90 pela falta de investimento em formação técnica, Lubus defende o esforço coletivo e rápido para não deixar passar a janela de oportunidades que o país apresenta no momento. "O papel das empresas é escancarar as portas para as pessoas, com programas que ajudem a mudar esta situação, seja por meio de estágios, trainees ou outros modelos", reforçou o gerente da Yara Brasil.
Segundo ele, também é importante que as companhias unam forças com entidades de classe e sindicatos para discutir menos ideologicamente e encontrar soluções práticas. "Investir na aceleração e melhoria da educação no país também é papel fundamental das empresas, levando benefícios para as gerações futuras", concluiu Lilian. Já para Lívia, no futuro, o que fará diferença é um país sinérgico, que trabalhe em conjunto o empresarial e o público.

FONTE:
Melhor Gestão de Pessoas

ROBERTO CARLOS PODE PARTICIPAR DE ESTRÉIA DE HEBE CAMARGO NA REDE TV



De acordo com a coluna Canal 1, do jornal Diário de S.Paulo, o cantor Roberto Carlos pode participar do programa de estreia de Hebe Camargo na RedeTV! no dia 8 de fevereiro.
Se não for na estreia, a participação poderá ir ao ar no dia 19 de abril, dia em que o cantor completará 70 anos. Além disso, ambos são patrocinados pela Nestlé, o que reforça a possibilidade do cantor pisar no palco da cantora.

FONTE:
www.jb.com.br

UM MILHÃO DE SALAS DE AULA VÃO RECEBER DICIONÁRIOS EM 2012


O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) vai distribuir dicionários com a nova ortografia da língua portuguesa para todas as salas de aula dos ensinos fundamental e médio do país em 2012. A previsão é de comprar 10 milhões de exemplares para um milhão de salas da rede pública.

Serão adquiridos quatro tipos diferentes de dicionários. Para o primeiro ano do fundamental, os dicionários terão entre 500 e mil verbetes. Os dicionários a serem enviados para os estudantes do segundo ao quinto ano conterão de 3 mil a 15 mil verbetes. Do sexto ao nono ano, entre 19 mil e 35 mil verbetes. Para o ensino médio, de 40 mil a 100 mil verbetes.

A última vez que o FNDE enviou dicionários para escolas públicas foi em 2006, antes das mudanças estabelecidas pelo acordo ortográfico. “É muito importante que os alunos possam consultar dicionários já adaptados às novas regras. Por isso, vamos enviar um conjunto com dez exemplares para cada uma das salas de aula do país”, afirma Rafael Torino, diretor de ações educacionais do FNDE.

Nesta sexta-feira, 7, foi publicado no Diário Oficial da União o edital que convoca os editores para o processo de inscrição e avaliação dos dicionários. O prazo para a pré-inscrição das obras vai de 8 de fevereiro até 8 de abril. A entrega dos exemplares para a avaliação será feita do dia 13 a 15 de abril

FONTE:
Assessoria de Comunicação Social do FNDE

'CHUVA DE ANIMAIS' JÁ FOI REGISTRADA EM DIFERENTES PAÍSES

Morte de milhares de pássaros nos EUA teve grande repercussão.
Já houve relatos de quedas de sapos, peixes e até minhocas.


O ano de 2011 começou com pelo menos duas notícias de animais “chovendo” do céu – duas mortandades de pássaros nos EUA . Na última semana, no estado de Louisiana, no sul dos Estados Unidos, cerca de 500 pássaros foram encontrados mortos no distrito de Pointe Coupee.
Já no estado do  Arkansas, ainda não se sabe ao certo a causa das mortes de 5 mil melros que caíram sobre o pequeno povoado de Beebe, pouco depois da meia-noite do Ano Novo. É possível que fogos de artifício tenham causado a “chuva” de pássaros mortos.  

Veterinário analisa os cadáveres de pássaros achados mortos no Arkansas, nesta segunda-feira (3), em Little Rock.
Veterinário analisa os cadáveres de pássaros achados mortos no Arkansas, nesta segunda-feira (3), em Little Rock. (Foto: AFP)

Na cidade sueca de Falköping, cerca de cem gralhas-de-nuca-cinzenta foram encontradas pela rua, também na semana passada. Os casos ganharam destaque na imprensa. Nos EUA, a palavra "pássaros" chegou a ser a mais procurada no site do jornal “The New York Times”.
Mas esse tipo de fenômeno "não é tão incomum", como garante Kristen Schuler, cientista do Centro de Vida Silvestre do Serviço Geológico dos Estados Unidos, em entrevista à agência AFP. "Não há nada de apocalíptico, nem nada que esteja necessariamente fora do normal, nada que não veríamos em qualquer outra semana", acrescenta.
Outros casos de “chuvas de animais” já foram registrados em diferentes países e épocas, até de casos muito mais improváveis, com bichos que não voam, como sapos e águas vivas.
Em 2007, a cidade de Jennings, em Louisiana, foi registrada a queda de minhocas do céu. Uma possível causa apontada foi uma tromba d’água formada nas imediações, que pode ter sugado os animais para as alturas.
Formações como tornados e trombas d’água são geralmente apontados como responsáveis pelas “chuvas de animais” – até porque os bichos que caem do céu mais frequentemente vivem ou tem contato com o ambiente aquático. Ainda assim, falta registro de animais sendo sugados para o alto, para comprovar essa hipótese.
Em junho do ano passado, uma chuva de girinos intrigou os moradores de Ishikawa, no Japão. Também em 2010, a cidade de Ràkòczifalva, na Hungria, foi surpreendida por uma chuva de rãs.
Em março do mesmo ano, os 650 moradores de Lajamanu, no norte da Austrália se assustaram quando centenas de peixes despencaram do céu. A região de indiana de Saurashtra teve fenômeno semelhante em duas ocasiões, em 2009.

FONTE:
http://g1.globo.com
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