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segunda-feira, 11 de maio de 2015

Sejus firma convênio e presidio feminino ganha linha de produção de Grife

Fortaleza
A arte do bordado transformada em uma alternativa de emprego e renda para internas do Instituto Penal Feminino Desembargadora Auri Moura Costa. 

Este é o objetivo de um novo convênio que a Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado (Sejus) firma, nesta segunda-feira (11), uma parceria com a marca Fill Sete, empresa cearense de jeans conhecida por apresentar peças trabalhadas com grafite, rendas e etc. 

A assinatura do convênio ocorre, às 9h, no presídio feminino (KM 27 da BR-116), com a presença do secretário Hélio Leitão e dos sócios da marca, Thaty Rabelo e Adriano Mota.

Com a assinatura do convênio, a marca irá contratar cinco internas que trabalharão em uma linha de produção da empresa instalada dentro da unidade prisional. As artesãs serão responsáveis por bordar as peças da empresa. Com o trabalho, além da remuneração, as internas são beneficiadas com a remição da pena, para cada três dias trabalhados, um é abatido da pena.

A Sejus, dentro do projeto “Cadeias Produtivas”, busca levar a industrialização para dentro das unidades prisionais. No IPF já funcionam linhas de produção das marcas Famel e Colmeia. Na Penitenciária Francisco Hélio Viana, está em fase de instalação uma linha de produção de pães congelados.

E a parceria entre Sejus e Fill Sete não deve parar no IPF. A marca cearense já desenvolve um projeto de estímulo ao grafite como manifestação artística e formação profissional: o “Grafitando Emoções”. A partir do projeto, a empresa passa a apoiar o projeto já desenvolvido pela Sejus de ensinar grafite aos internos do sistema prisional.

Três mortes em menos de 24 horas no Sertão Central

Quixadá
Um motorista e dois motociclistas morreram nas últimas 24 horas em decorrência de acidentes de trânsito registrados em Quixadá, Jaguaretama e Banabuiú, respectivamente, na área de cobertura do 9º Batalhão da Polícia Militar, com sede em Quixadá. Todas as vítimas morreram nos locais dos sinistros.
Segundo a Polícia o primeiro acidente ocorreu por volta das 16 horas deste sábado, 9, à altura do Km 140 da CE-359. O comerciante Glaudio Ilton Moreira Ferreira, 41 anos, perdeu o controle do automóvel Fiat Pálio de placas PMJ 4148, colidindo contra uma árvore. O veículo chegou a capotar e ficou totalmente avariado.
No mesmo horário, a altura do Km 2 da CE-371, na localidade de São Francisco, na zona rural de Jaguaretama, o agricultor José Francisco da Silva Ferreira, 50 anos, estava pilotando a motocicleta Honda CG 125 de placa HWV 6009, quando caiu à margem da rodovia. A vítima seguia sozinha na motocicleta. A Polícia não informou as causas do acidente.
No início da madrugada deste domingo, 10, outro agricultor, Antonio Valber Gomes Pimenta, 42, também foi vítima de uma queda. Ele conduzia uma motocicleta Honda CG 150 de placa HWM 6007. De acordo com a Polícia o acidente ocorreu na entrada de Banabuiú. Somente após a conclusão do laudo a Perícia Criminal poderá informar as reais causas do acidente.

domingo, 10 de maio de 2015

Saudades da Querida Mamãe

Crônica
A saudade pastora a minha tristeza. Mergulhado no silêncio da solidão, sinto explodir o peito, rompendo os drenos da emoção, fazendo marejar os olhos, turvados pela imensidão do infinito, que, a cada momento, parece levar a sua imagem para um ponto mais distante.


Sou uma figura decorativa, neste dia, em que se comemora o dia das mães. Vagueio por um vazio imenso, sozinho, esmagado pelo entusiasmo da multidão. Não sei se devo rir ou chorar. Se ficar calando em sinal de respeito ao meu próprio desdém, ou deixando externar a grande tristeza, num caminhar sem rumo, molhando a estrada por onde passo com os vestígios de minha saudade.

Mamãe, depois de sua partida, tudo mudou. Desapareceu o colorido do mundo dos sonhos e um véu negro cobriu de luto o universo cruel das desilusões. Como dói assistir à esperança morrer tão cedo, porque é a terrível certeza do desengano cedo demais chegar.

Neste meu caminhar de angústias, olho e não vejo o seu rosto. Falo. Você não escuta. Chamo. Você não responde. Choro. Ninguém me consola. Não há mãos que enxuguem o meu pranto. Estendo os braços e não sinto o apoio de seu corpo, tenho medo de fraquejar e cair.

Resta-me a irresistível saudade. Esta lembrança que me maltrata e me entristece é a mais sublime forma de viver a alegria de sua companhia no passado. Choro a sua ausência porque você representou a forma viva de amor que conheci. A força que me impulsionava para a luta. A luz que me guiava nos caminhos difíceis da vida. A voz que comandava os meus passos. O sorriso que incentivava e o bastão em que me apoiava para compensar as minhas fraquezas.

Quando você partiu levou grande parte de mim mesmo. Levou minha infância, meus brinquedos, e as pétalas coloridas das rosas que floriam no jardim da minha alegria. O entusiasmo de viver foi substituído pelo pesar que fez morada na sala de meus pensamentos. Para fugir à realidade, consola-me sonhar, quando então a vejo, a escuto, a toco, e a sinto novamente perto de mim. Mas, como é difícil sonhar com os sonhos de meus sonhos!  Depois de vagar pelas nuvens do devaneio, reencontro-me com a cruel realidade da eterna separação.

Mamãe, por que você se foi tão cedo? Por que partiu assim levando a minha alegria e deixando esta saudade? Por que seu coração que tanto amava deixou de bater e seus olhos fecharam-se para o mundo que um dia sonhou em construir para mim? Por que suas pernas pararam na caminhada que um dia me ensinou a fazer, guiando-me as primeiras passadas? Por mais que tente, é impossível esquecê-la. Tudo me recorda você. 

Quando vejo a agressão e a violência, lembro-me de sua afeição e de seu amor. Quando sinto a traição, mais me recorda a grandeza de sua alma, leal e sincera. Quando a inveja me fere e o egoísmo me atinge, choro a lembrança de seu poder de renúncia e a invejável capacidade de doação.

Quando as bofetadas me ferem o rosto, mais sinto as suas mãos que me acariciavam e me faziam dormir na quietude da afeição. Quando a injustiça acorrenta os sagrados direitos da liberdade e da justiça, vivo o esplendor de seu exemplo, vivido no caminho que Cristo palmilhou, onde a verdade não pode ser sufocada pela vil presença da mentira. Quando alguém gargalha de meu fracasso, sinto a sua presença a apiedar-se de minhas fraquezas, induzindo-me coragem para levantar, enfrentar, lutar e vencer.


Mamãe, impossível esquecê-la. Procuro você ansioso na luz que nasce a cada dia. Durmo embalado pela escuridão das noites, buscando, nos sonhos, o encontro com o seu amor. Como a posso esquecer, se a procuro em todas as esquinas da vida? Se as minhas dores ficam sem alento e as alegrias não vão além de vagas esperanças de um dia voltar a abraçá-la, beijá-la, tocá-la e dormir, quieto, no aconchego de seus braços?

Neste dia de festa e envolto nesta imensa saudade, peço interceder pelas mães que sofrem aqui na terra. Pelas mães que, aflitas, acalentam nos braços sem forças, os filhos que choram com fome. Pelas mães sem apoio, sem lar, que sofrem a marginalização social. Pelas mães dos filhos órfãos de pais vivos. Pelas mães que não tiveram o direito de assumir a maternidade, por imposição social. Pelas mães abandonadas e pelas que choram o infortúnio dos filhos envolvidos pela perversão social.

No vazio da solidão, acompanhado pela saudade que veste a nudez da minha vida, resta-me o agradável consolo de ter possuído e vivido a grandeza de seu amor, o imenso amor de mãe. Com você aprendi a caminhar em busca de um mundo onde exista a fraternidade, a compreensão e o amor. Percebi com a sua convivência que ser mãe é um privilégio das almas puras e dos espíritos de luz. Ser mãe é ter força, é acreditar, ter coragem, abnegação, espírito de humildade e renúncia. Ser mãe é semear rosas, mesmo que os espinhos venham lhe ferir as mãos. Ser mãe é a mais sublime determinação divina, é sofrer sorrindo, é morrer para dar vidas, é adquirir o direito de padecer sempre.    


A minha saudade é a sua presença. As minhas lágrimas o seu amor. Seu filho saudoso, Eudes.

Caso suspeito leva vizinhos e amigos de estudante a serem vacinados

Quixadá
A Secretaria de Saúde de Quixadá neste sábado 09, realizou a  operação de bloqueio  vacinando os vizinhos de um estudante universitário suspeito de ter contraído o vírus causador do sarampo. Apesar da confirmação ter ocorrido em Fortaleza o paciente, estuda em Quixadá. Outros casos de suspeita na cidade já haviam surgido, mas já foram descartados.
Ainda de acordo com a responsável técnica pelo Núcleo de Epidemiologia de Quixadá, Uberlândia Lobo, a área onde o estudante tem residência em Quixadá já foi localizada, mas não será informada para não causar pânico entre os moradores. O grupo de contato do paciente com suspeita de sarampo, na maioria estudantes universitários, também será vacinado, acrescentou a técnica.
A divulgação do caso ocorreu nesta sexta-feira, 8, véspera do Dia de Mobilização Nacional contra a gripe Influenza. No Ceará, segundo o Governo do Estado, crianças de 6 meses a menos de 5 anos com esquema incompleto de vacinação contra o sarampo estão sendo atendidas. Também está havendo vacinação para a população, na faixa etária de 5 a 29 anos que ainda não se vacinou, mas somente em Fortaleza, Caucaia e Itaitinga, onde está concentrada a maioria dos casos no Ceará.

Mesmo com chuva, cearenses não têm como armazenar água

Canindé
As consequências do enfrentamento da pior seca dos últimos 50 anos, no Ceará, tem dado muita dor de cabeça para a população. Pelo quarto ano consecutivo não chove no Estado e de acordo com a Fundação Cearense de Recursos Hídricos (Funceme), a previsão é que a estiagem se estenda pelos próximos meses. 

A pouca água que vem caindo do céu, como resultado da quadra chuvosa, não tem aliviado a situação de milhares de famílias que vivem nas comunidades mais afetadas pela seca. No município de Canindé, localizado a 115 quilômetros da capital, todos os mananciais estão totalmente secos, deixando mais de 70 mil habitantes sem água nas torneiras por mais de 15 dias, na zona urbana. 

De acordo com a Secretaria de Agricultura do município,  na zona rural onde existe mais de 500 comunidades, a situação é bem mais grave e faltam alternativas para armazenamento do recurso. Medidas como a instalação de cisternas de polietileno para captação de água da chuva e que fazem parte do programa federal “Água Para Todos”, está fazendo falta para estes moradores.

“A gente tem que cavar cacimba para armazenar uma água que nem serve para beber e nem os bichos querem. Agora que está caindo essa chuva, a gente tenta pegar o que pode, mas não dá pra todo mundo. Aqui em casa a gente já ficou com uma garrafa d’água para três pessoas. O jeito é entregar a Deus”, conta a dona de casa Mardênia da Silva, 38, moradora de Madeira Cortada, comunidade rural onde vivem mais de 100 famílias.

Até dezembro do ano passado mais de 34 mil cisternas foram instaladas no Estado, mas segundo o coordenador do Fórum dos Assentados e Agricultores de Canindé, Júnior Mourão, este número é insuficiente e não atende a demanda das famílias que sobrevivem nas comunidades mais difusas. “Só aqui temos mais de quatro mil famílias cadastradas para receber esta cisterna e até agora nada. A água cai do céu, mas o povo não pode juntar. Até se for comprar carro pipa, a gente não tem onde armazenar a água”, disse.

Enquanto a ajuda não vem, os moradores ainda têm fé que as coisas melhorem e estão apelando para São Francisco, o padroeiro da cidade.  “Um sonho que eu tenho é de ganhar essa cisterna. Aqui são cinco casas que sobrevivem com água de doação, porque não temos dinheiro para comprar. Já perdi todos os animais que eu tinha por causa dessa seca. É muito sofrimento, o jeito é se virar como pode”, lamenta a agricultora Luciana Soares, 49, que vive com os três filhos, na comunidade da Boa Vista, também na zona rural do município.

“A grande vitória da 55ª legislatura da Câmara dos Deputados é dar ao Brasil uma reforma política”, diz Danilo Forte

Brasília
Peemedebista defende que pontos consensuais sejam aprovados logo; Prazo para que alterações valham nas eleições de 2016 é até setembro

“A grande vitória da 55ª legislatura da Câmara dos Deputados é dar ao Brasil uma reforma política”, disse nesta quinta-feira, 07, o deputado Danilo Forte (PMDB-CE) ao participar dos debates da Comissão Especial da Casa que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 182/07 que trata sobre o tema.
A intervenção do peemedebista cearense aconteceu após o relator da matéria, deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), definir que a apresentação do relatório acontecerá na próxima terça-feira, 12. Castro, ao contrário da maioria do PMDB, quer aprovar o sistema distrital misto (modelo alemão). Por sua vez, a maioria dos peemedebistas quer a aprovação do “distritão”, sistema que elegerá os mais votados. Hoje, são eleitos parlamentares pela combinação que integra votos no candidato e na legenda.

“Eu acho que a gente tem que ter (em mente), inclusive, o que foi o discurso utilizado pelo (ex) governador (e deputado) Espiridião Amin (PP-SC) que vai exatamente (no sentido da) gente construir consensos. Eu acho que a Comissão muito navegou e tem gente muito experiente e que, inclusive, vem de outras legislaturas. E esta legislatura tem uma obrigação diferenciada”, falou.

E disse mais: “A principal marca desta legislatura é oferecer para a sociedade brasileira uma reforma política. Ninguém aguenta mais o sistema (político-eleitoral) da forma que está. Nenhum setor da sociedade aguenta mais isso. Todos nós temos que sair daqui e a grande vitória da 55ª legislatura da Câmara dos Deputados, e do Congresso Nacional, é dar ao Brasil uma reforma política. A gente tem que procurar construir estes consensos”, complementou.

A preocupação de Danilo Forte em construir consensos que permitam a aprovação de itens da reforma política se dá devido ao prazo exíguo para que as alterações propostas possam valer já nas próximas eleições de 2016. Tais alterações precisam ser aprovadas e promulgadas até um ano antes da realização da próxima eleição.


Além da alteração do atual sistema político-eleitoral, os deputados estão debatendo a possibilidade do fim da reeleição, a realização de eleições concomitantes (ao mesmo tempo) com mandatos de cinco anos para todos os cargos, além da forma de financiamento das campanhas eleitorais: se apenas com recursos privados, misto como atualmente, ou com apenas recursos públicos.
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