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domingo, 9 de janeiro de 2011

ELEIÇÕES E ESCOLHA DE MINISTROS MUDAM A CARA DO SENADO

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A eleição de 2010 trouxe mudanças significativas para a composição de forças do Senado Federal na próxima legislatura. Além de eleger dois terços da chamada Câmara Alta, o último pleito trouxe para a Casa outras alterações nas bancadas dos partidos, provocadas pela eleição de senadores para o cargo de governador. As mudanças se completaram com a escolha, pela presidente Dilma Rousseff, de senadores para serem ministros de Estado; e com a morte do senador Eliseu Resende (DEM-MG) no segundo dia do ano.
A mudança mais significativa veio par o DEM, que viu sua bancada despencar dos 13 representantes na atual legislatura para apenas cinco na próxima. O Democratas ficará em quarto lugar em número de representantes no Senado Federal (ao lado do PP e do PR), sendo suplantado pelo PTB.
O partido logrou eleger apenas dois senadores, ambos reeleitos, o líder José Agripino (RN) e o presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), Demóstenes Torres (GO). Manteve da legislatura passada os senadores Maria do Carmo Alves (SE), Kátia Abreu (TO) e Jayme Campos (MT), mas perdeu as vagas dos já governadores Rosalba Ciarlini (RN) e Raimundo Colombo (SC) e do falecido Eliseu Resende, cujos suplentes não pertencem ao partido.
Rosalba foi substituída por Garibaldi Alves (PMDB), pai do atual e reeleito senador Garibaldi Alves Filho, que será o ministro da Previdência. Colombo foi substituído pelo senador Casildo Maldaner (PMDB) e Eliseu terá em sua vaga Clésio Andrade (PR). 
Crescimento 
Com a posse de Clésio Andrade, o PR também terá cinco senadores na próxima Legislatura, o mesmo que o DEM e o surpreendente PP. Até a legislatura passada, o PP tinha apenas um senador, Francisco Dornelles (PP-RJ). Outros quatro foram eleitos em outubro passado: Ana Amélia Lemos (RS), Benedito de Lira (AL), Ciro Nogueira (PI) e Ivo Cassol (RO). Um crescimento de 400%.
A bancada do PR se completa com os senadores eleitos Blairo Maggi (MT) e Vicentinho Alves (TO) e os reeleitos João Ribeiro (TO) e Magno Malta (ES). O partido poderia ser a quarta maior bancada do Senado, ao lado do PTB, com seis senadores, não fosse o retorno ao Ministério dos Transportes do senador Alfredo Nascimento (AM), novamente substituído pelo primeiro suplente, João Pedro (PT).
Embora o governador capixaba Renato Casagrande tenha sido substituído pela suplente Ana Rita Esgário (PT), o PSB ganhou um senador em relação à bancada de 2006. A partir de 1º de fevereiro, estará representado pelos recém-eleitos Lídice da Mata (BA), Rodrigo Rollemberg (DF) e Antônio Carlos Valadares (SE) - este reeleito para o terceiro mandato consecutivo.
O PSB ainda está atrás do PDT, cuja participação caiu de seis para quatro representantes: os remanescentes João Durval Carneiro (BA) e Acir Gurgacz (RO), o estreante Pedro Taques (MT) e o reeleito Cristovam Buarque (DF).
O senador Inácio Arruda (CE) ganhou a companhia da senadora eleita Vanessa Grazziotin (AM), dobrando a bancada do PCdoB no Senado. O PSOL perdeu o senador José Nery (PA), mas viu eleitos em 2010 Randolfe Rodrigues (AP) e Marinor Brito (PA), também duplicando o número de representantes. 
Nanicos 
Ao assumir o ministério da Previdência, o reeleito senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) cedeu o lugar ao suplente Paulo Roberto Davim, dando assim continuidade à representação do PV no Senado Federal, atualmente ocupada pela senadora Marina Silva (PV-AC), cujo mandato se encerra em 31 de janeiro. O mesmo acontece com o PSC, que perde o senador Mão Santa (PI), mas ganha Eduardo Amorim (SE), eleito em 2010.
As eleições de Itamar Franco (PPS) e Sérgio Petecão (PMN) também garantem a presença de seus partidos no Senado. O PRB continua representado pelo senador Marcelo Crivella (RJ). 
Grandes 
Na situação inversa à do PP, em 2010 o PTB elegeu apenas o senador Armando Monteiro (PE), mas se mantém entre os mais representados, com a permanência, desde a legislatura anterior, de Fernando Collor (AL), Gim Argello (DF), Epitácio Cafeteira (MA), João Vicente Claudino (PI) e Mozarildo Cavalcanti (RR). Com isso, passará a ser a quarta maior força no Senado, superado apenas por PMDB, PT e PSDB.
Na oposição, como o DEM, o PSDB viu sua bancada murchar de 16 para dez senadores na próxima Legislatura, perdendo para o PT a condição de segunda maior bancada. Metade é remanescente da legislatura passada: Marisa Serrano (MS), Mário Couto (PA), Cícero Lucena (PB), Alvaro Dias (PR) e Cyro Miranda (GO) - este assume o mandato do governador de Goiás, Marconi Perillo. Lúcia Vânia (PSDB) e Flexa Ribeiro (PSDB) foram reeleitos, e os "novatos" Aécio Neves (PSDB), Paulo Bauer (PSDB) e Aloysio Nunes (PSDB) completam a bancada.
O PT começará a próxima legislatura como segundo maior partido no Senado, com 11 dos seus 15 senadores eleitos no pleito de 2010, nove pela primeira vez: Jorge Viana (AC), Walter Pinheiro (BA), José Pimentel (CE), Humberto Costa (PE), Wellington Dias (PI), Gleisi Hoffmann (SC), Lindberg Farias (RJ), Ângela Portela (RR) e Marta Suplicy (SP). Foram reeleitos os senadores Paulo Paim (RS) e Delcídio Amaral (MS).
Da Legislatura passada ficaram os senadores Eduardo Suplicy (SP) e Aníbal Diniz (AC), que assumiu a vaga do governador Tião Viana. O partido, porém, foi beneficiado com a posse de Ana Rita Esgário (ES), na vaga do governador Renato Casagrande (PSB); e do suplente João Pedro (AM), na vaga do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR).
Duplo-duplo 
A supremacia partidária no Senado continua com o PMDB, único partido a conseguir eleger candidatos nas duas vagas de um mesmo estado. E o fez por duas vezes, ao garantir, no Maranhão, João Alberto e Edison Lobão (que dará lugar ao suplente Lobão Filho (PMDB) para reassumir o ministério de Minas e Energia); e, na Paraíba, com Vital do Rego Filho (Vitalzinho) e Wilson Santiago.
Vital e Wilson são dois dos sete estreantes do PMDB no Senado, lista completada por Eduardo Braga (AM), Eunício de Oliveira (CE), Ricardo Ferraço (ES), Waldemir Moka (MS) e Luiz Henrique da Silveira (SC). Além de Lobão, foram reeleitos Renan Calheiros (AL), Gilvam Borges (AP), Valdir Raupp (RO) e Romero Jucá (RR). Também eleitos em 2010, Roberto Requião (PR) e João Alberto já foram senadores em outras legislaturas, assim como Casildo Maldaner (SC) - que assume os quatro anos restantes do mandato do governador Raimundo Colombo (DEM).
A exemplo de Casildo, Garibaldi Alves (RN) completa os quatro anos de mandato da governadora Rosalba Ciarlini (DEM). Da legislatura passada, permanecem José Sarney (AP), Jarbas Vasconcelos (PE) e Pedro Simon (RS), totalizando 19 senadores.
José Paulo Tupynambá / Agência Senado

FONTE:
Agência Senado

RADICAIS PROÍBEM APERTO DE MÃO ENTRE HOMEM E MULHER NA SOMÁLIA

Além do aperto de mãos, foram vetadas também conversas públicas


O grupo islamista radical al-Shabab proibiu o aperto de mãos entre homens e mulheres na cidade de Jowhar, no sul da Somália.
Além de proibir o aperto de mãos interssexual, a organização também vetou conversas em público e até o caminhar lado a lado entre homens e mulheres sem laços familiares.
O governo do al-Shabab afirma que todo aquele que for flagrado descumprindo as regras será julgado segundo a lei islâmica, a Sharia.
O correspondente da BBC em Mogadíscio Mohamed Moalimuu afirmou que a punição cabível provavelmente seria flagelação em praça pública.

'Manifestações não-islâmicas'

A maioria das rádios da Somália já suspendeu a execução de músicas seguindo as ordens de grupos islâmicos influentes como o al-Shabab e o Hizbul-Islam, que consideram canções manifestações não islâmicas.
As rádios afirmam que tiveram que obedecer as ordens dos insurgentes, caso contrário, vidas de funcionários seriam postas em risco.
Algumas rádios passaram a transmitir poemas tradicionais no lugar de música.
A Somália não tem um governo central estável desde 1991 e militantes islâmicos controlam grandes partes do território.
O governo de transição, com o apoio de soldados da União Africana e fundos da ONU, controla apenas uma pequena parte da capital, Mogadíscio.
Em 2009, militantes chegaram a proibir filmes e futebol e obrigaram os homens a usarem barbas em algumas regiões.

FONTE:
BBC Brasil

SETOR DE MOTOS REGISTRA AUMENTO DE 19% NA PRODUÇÃO DE 2010


Honda linha de montagem
Setor de motocicletas comemora recuperação em 2010
(Foto: Divulgação)

O setor de motocicletas mostrou novo fôlego em 2010, após passar por uma crise de liberação de crédito ao público comprador de máquinas de até 250 cilindradas. De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), de janeiro a dezembro de 2010 foram produzidas 1.830.575 motocicletas, contra 1.539.473 no ano anterior. O aumento da produção é de 19%.
As vendas no atacado também apresentaram resultados positivos, fechando 2010 com 1.818.049 unidades, ante 1.579.197 de 2009.
“Os números mostram que o setor apresentou recuperação em relação ao ano de 2009. Agora o momento é de trabalho para o crescimento sólido e constante”, afirmou em nota o presidente da Abraciclo, Jaime Matsui.
As exportações, apesar de ainda estarem abaixo dos índices pré-crise, também tiveram aumento, com 69.209 unidades, encerrando o ano de 2010 com alta de 14,3%, sobre o volume de 2009.

Balanço de dezembro
De acordo com a entidade, o setor produziu em dezembro 110.338 unidades, representando queda de 39,3% em comparação com o mês anterior, mas em relação a dezembro de 2009 houve alta de 36,2%. A queda sobre novembro é justificada pela Abraciclo pelas férias coletivas.

As vendas para as concessionárias atingiram 119.498 unidades, 32,8% abaixo do registrado em novembro, no entanto, 16,9% maiores em comparação com o mesmo período de 2009. A Abraciclo afirma, no entanto, que estoque das lojas permitiu o aumento de 24,6% nas vendas ao consumidor no ultimo mês do ano.
Já as vendas no mercado externo somaram 6.327 unidades comercializadas, queda de 11,2% e 11,7%, em comparação com novembro (7.127 unidades) e o mesmo período de 2009 (7.165 unidades), respectivamente.
“Os números finais ficaram próximos à projeção feita pela entidade. A expectativa é de crescimento gradual”, ressaltou Matsui.

FONTE:
http://g1.globo.com

SEX SHOPS MUDAM E SE TORNAM 'BUTIQUES SENSUAIS'

O antigo modelo de sex shop, instalado em lugares escuros e escondidos, ficou para trás no Brasil, dando espaço a instalações amplas e sofisticadas, que oferecem desde os tradicionais brinquedos adultos até academia de ginástica erótica e happy hour sensual – só para mulheres.
Ao desenvolverem esses tipos de atividade, as agora chamadas “butiques sensuais” têm incrementado seu faturamento, a cada ano, em 20%, em média, contribuindo para o avanço do setor. Em 2010, de acordo com dados preliminares da Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico e Sensual (Abeme), o crescimento foi de 17%, contra 15% no ano anterior.

Loja Mimo Sexy, em Alphaville, vende produtos, oferece cursos e faz venda porta a porta.
Loja Mimo Sexy, em Alphaville, vende produtos, oferece cursos e faz venda porta a porta. (Foto: Carla   Jakubovic/Divulgação)

Com a proliferação das lojas virtuais, que requerem menos custo para abertura e manutenção dos negócios, a aposta em serviços tem se convertido em lucro certo e longevidade provável, segundo os empresários.
“Esse mercado funciona como os outros. É preciso fazer merchandising. Essas aulas, esses serviços que os sex shops oferecem são como uma degustação do que está à venda. É o que os supermercados, por exemplo, fazem. Os consumidores experimentam para depois comprar”, disse o professor dos cursos de Administração e Economia das Faculdades Integradas Rio Branco, Carlos Eduardo Stempniewski.
Palestra de Andreia Berté, da Joanah Pink
Palestra de Andreia Berté, da Joanah Pink

(Foto: Kelly Knevels/Divulgação)

O Joanah Pink, Centro Integrado da Mulher, que fica em Curitiba, é prova de que a realização desses eventos converte-se em vendas expressivas. “Já aconteceu de uma turma de 30 meninas, mais ou menos, sair de uma palestra e gastar R$ 4 mil em meia hora. Aqui é como a Disney, onde você sai de uma atração e já cai direto em uma lojinha de lembrancinhas”, brincou Fernanda Pauliv, uma das proprietárias da empresa.
Para expandir o negócio, ela e a sócia, Andreia Berté, estudam franquear sua loja. “Como business, está dando muito certo”, diz Fernanda, que, com a sócia, abriu o centro feminino há sete anos. Hoje, o Joanah Pink oferece orientação sexual, estúdio de dança, no qual se incluem todas as variações eróticas (pole dance, chair dance e lap dance, por exemplo), salão de beleza, consultas médicas com ginecologistas e até uma espécie de centro de estudos sobre a história do sexo.
Aqui é como a Disney, onde você sai de uma atração e já cai direto em uma lojinha de lembrancinhas”
Fernanda Pauliv, da Joanah Pink
Alguns sex shops contam ainda com atendimento em casa, a conhecida "venda porta a porta". A iniciativa fez com que a comercialização de produtos da Mimo Sexy, em Alphaville (região metropolitana de São Paulo), crescesse perto de 20% desde que a ideia foi adotada pela proprietária, Renata Bertacini.
“Muitas mulheres ainda têm vergonha de frequentar um sex shop, de serem vistas com uma sacolinha. Por isso eu vou até elas. Já cheguei a atender um grupo de donas de casa às 9h”, contou. Com a ajuda dessa iniciativa, Renata ampliou seus negócios e já deu início à reforma do seu espaço, onde produtos são vendidos e cursos, realizados.
Assim como a Mimo Sexy, que realiza mensalmente a “happy hour sexy”, onde um grupo de mulheres, com a presença de especialistas, discute questões relacionadas a sexualidade, a Marcot Boutique e Studio Sensual, instalada em São Paulo, também oferece atrativos que vão além da já esperada venda de artigos eróticos.

Laboratório da Hot Flowers, fabricante de produtos eróticos instalada em Indaiatuba, no interior de São Paulo

Laboratório da Hot Flowers, fabricante de produtos
eróticos instalada em Indaiatuba, no interior de
São Paulo (Foto: Divulgação)

Além de aulas em grupo e individuais - para quem quer mais privacidade - que chegam a custar R$ 420, a empresa oferece chás de lingerie. A noiva e as convidadas participam de palestras, brincadeiras e de uma mini-aula de striptease. Terapia para casais ciumentos também está incluída no cardápio da loja.
“Os clientes acabam participando desses eventos e ficando interessados em comprar. Uma coisa ajuda a outra”, disse Daniela Cardoso, personal sex e sócia da Marcot.
“Nos últimos cinco anos, vivemos uma alteração de comportamento de consumidores e empreendedores. No início, as lojas eram voltadas para homens e ficou assim por muito tempo. Agora a atenção do mercado está se voltando para as mulheres. Desde 2002, essa retomada tem se destacado”, disse a presidente da Abeme, Paula Aguiar.


Entrega express

Dono da maior loja virtual de produtos adultos do país, segundo a associação do setor, Daniel Passos, que inaugurou a Loja do Prazer em 2002, faz parte de uma crescente geração de empresários que apostam na internet e contribuem para as criativas iniciativas das lojas físicas.

Comprovando o avanço do setor, que hoje conta com 10 mil pontos de venda em todo o país, segundo a Abeme, o empresário deu início às suas atividades em 2002, com dois funcionários, e hoje conta com cem e recebe 8 mil pedidos de compras por mês. No Natal, esse número vai a 10 mil. “Hoje, temos uma estrutura que permite que a gente entregue um pedido em até quatro horas. Se passarmos do prazo, não cobramos o frete.”
Na Loja do Prazer, o catálogo de produtos ganhou a companhia de itens com apelo mais romântico e menos erótico. “A gente tem que investir sempre em novidade. Percebi que podia vender lingerie, bijuterias, roupa de cama, toalhas, vinho, chocolate.. O que o homem ou a mulher quiser para montar uma cesta de presentes encontra na loja.”
Quanto à possibilidade de abrir uma loja física, o empresário a descarta, já que, segundo ele, teria mais gastos e menos segurança. A Loja do Prazer conta hoje com 11 mil produtos de pronta entrega.

Produtos brasileiros tipo exportação

Em geral, boa parte do que é distribuído para a venda nos sex shops, tanto nas lojas físicas quanto nas virtuais, é da indústria nacional. De acordo com a Abeme, em 2005, por exemplo, 80% dos itens à venda eram importados, principalmente dos Estados Unidos e da Europa. Atualmente, esse percentual caiu para perto de 65%, e o que é importado tem a China como um dos maiores fornecedores.

Prova do aquecimento do mercado brasileiro é a fabricante Hot Flowers, instalada em uma área de 4.280 metros em Indaiatuba, no interior de São Paulo, considerada uma das maiores da América Latina.
De 2009 para 2010, o crescimento da empresa foi da ordem de 17% a 23%, de acordo com Susi Saga, do departamento comercial e de comércio exterior da Hot Flowers. A empresa já começa a se projetar no exterior, recebendo pedidos de países como Grécia, Espanha, Portugal, Argentina, Paraguai e Bolívia, entre outros.
“Por isso, criamos até um departamento de comércio exterior, porque estamos com o projeto de exportação. Temos todos os registros necessários”, afirmou Susi.

FONTE:
http://g1.globo.com/economia

PROJETOS DE LEIS PITORESCOS SÃO REJEITADOS PELA CÂMARA


Noivos obrigados a plantar mudas de árvores ao se casar. Venda de antisséptico bucal só com receita. Proibição de lutas marciais na TV. São alguns dos projetos que foram rejeitados ou arquivados nos últimos quatro anos pela Câmara dos Deputados.
Nesse período foram propostos 8.044 projetos. Desses, cerca de 228 se transformaram em normas jurídicas, e 1.300 foram arquivados.
Entre os projetos pitorescos que receberam sinal vermelho está o que prevê o plantio de árvores por construtoras e cidadãos que se casam, se divorciam ou compram carro 0 km.
O projeto, de Carlos Mannato (PDT-ES), foi vetado pela Comissão de Meio Ambiente e será arquivado se não houver recurso. Mannato diz que não vai recorrer.
Ele estabeleceu uma cota para cada uma dessas atividades. Noivos teriam que plantar dez mudas para se casar, e os casais que pretendem se divorciar, 25.
Segundo Mannato, todas essas atividades contribuem para o aumento do aquecimento global. No caso de divórcios, os casais "se dividem, aumentam o número de residências e consomem mais energia e água".
Ele diz que pretende reapresentar o projeto na próxima legislatura. "Vou incluir outras atividades. Organizadores de shows de grande porte também terão que plantar mudas", diz.
Outros projetos ficaram no sinal amarelo: foram rejeitados por comissões, mas ainda serão analisados por outras e poderão sobreviver.
Projetos que tramitam de forma conclusiva e são rejeitados por uma comissão são arquivados caso haja rejeição também nas outras comissões --ou se tiverem parecer contrário da Comissão de Finanças ou de inconstitucionalidade da Comissão de Constituição e Justiça. 

FONTE: 
www1.folha.uol.com.br 

LISTAS DE MATERIAL ESCOLAR PODE TER ITENS ABUSIVO


Foto: The New York Times
Kristin Cooper ficou surpresa com lista de material escolar da filha Emily, no Alabama


Apesar do período ainda ser de férias, alguns pais já enfrentam uma grande preocupação: a lista de material escolar. Em algumas escolas, os itens sem fins didáticos estão presentes na relação. Mas, o Procon alerta: isso é incorreto. 

Este foi o caso da dona-de-casa Aída Teixeira. Quando sua filha estudava no primário, alguns itens da lista pareciam abusivos. Em um ano, a escola chegou a pedir papel higiênico, copo descartável e guardanapo. "Parece que é para sustentar a escola. Além destes itens, eles pediam inúmeras folhas sulfite, das quais você sabe que uma sala de criança não usaria nem a metade". 

Para evitar problemas, a diretora de estudos do Procon, Valéria Rodrigues Garcia, alerta: a lista de materiais não deve conter produtos de uso coletivo, como higiene e limpeza. Esses itens são de responsabilidade da escola e devem ser incluídos na mensalidade. Isso também é valido para as escolas públicas. 

Mas além da lista abusiva, algumas escolas fazem exigências de marca e indicam o local da compra. Porém, segundo Valéria, o consumidor tem a liberdade de pesquisar o melhor local da compra e a marca do produto. Então, fiquem atentos, pois a escola só pode oferecer a opção e especificar o modelo, mas não deve coagir o consumidor. 

Sem conhecer a lei, Aída teve que enfrentar este tipo de problema: "A escola havia listado um pacote de folhas sulfite de uma determinada marca. Eu optei em comprar a mais em conta. Porém, quando fui entregar o pacote reclamaram, pegaram as folhas e saíram com cara feia". 

No caso da escola não aceitar o material, os pais devem recorrer ao Procon ou a qualquer outro serviço de atendimento ao consumidor. Mas, antes de recorrer, é importante conversar com a escola e tentar entrar em um acordo.


"As vezes eles podem combinar de trazer metade do material no começo das aulas e, se for necessário, levar o restante depois", recomenda Valéria. Além disso, é importante que os pais façam uma pesquisa nas lojas antes de adquirir todo o material, pois assim podem optar pela qualidade e menor preço. Uma dica é não levar as crianças durante as compras. "Minha filha sempre quer o mais caro, principalmente agora que a lista diminuiu", ressalta Aída. 

Para aqueles que querem economizar um pouco mais, há ainda a opção de reaproveitamento, como no caso dos livros didáticos.


FONTE: 
eband.com
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