Fortaleza – A Assembleia Legislativa aprovou, na sessão plenária desta
quarta-feira (26/12), projeto de lei 117/12 do Governo do Estado que autoriza
abertura de crédito especial no valor de R$ 2,5 milhões a ser utilizado na
realização do Réveillon de Fortaleza. As votações nas comissões técnicas e em
plenário aconteceram em caráter extraordinário a pedido do Poder Executivo, já
que os trabalhos da AL encerraram na última sexta-feira (21/12).
A matéria foi aceita por unanimidade. A princípio, foi analisada e votada na
Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR). Em seguida, na Comissão de
Orçamento, Finanças e Tributação (COFT). Por fim, no Plenário 13 de Maio. Os
recursos para bancar a festa virão “do excesso de arrecadação do ICMS (Imposto
sobre Circulação de Mercadorias e Serviços)”, conforme destaca a mensagem
governamental.
O deputado Danniel Oliveira (PMDB) disse que, devido à magnitude do Réveillon,
a ocupação da rede hoteleira da capital cearense já chega a 95%. “Não ter a
festa representaria um prejuízo enorme”, ponderou complementado por Lula Morais
(PCdoB): “seria uma atitude não inteligente de qualquer um que tivesse a
possibilidade de fazer deixar de realizar a festa.”
Para o deputado Osmar Baquit (PSD), a postura de Luizianne Lins tem cunho
político devido à derrota do PT para o PSB na eleição de outubro último. Ele
cobrou maior envolvimento de empresários no patrocínio do evento. O deputado
Professor Teodoro (PSD) elogiou a postura do Governo em manter um evento que
fomenta o turismo. Já Fernando Hugo (PSDB) lembrou de escândalos ocorridos em
edições anteriores, em especial quanto ao pagamento de cachês dos artistas.
O líder do Governo na AL, deputado Sérgio Aguiar (PSB), informou que os R$ 500
mil do pagamento da queima de fogos vêm de patrocínio das empresas Oi e Coca
Cola e o Banco do Nordeste. “Pelo comportamento da prefeita, não vejo uma
vingança; mas todo mundo sabe do gênio que a Luizianne tem”, comentou o
deputado Delegado Cavalcante (PDT).
Os deputados Antonio Carlos (PT) e Paulo Facó (PTdoB) defenderam a prefeita.
“Se tivesse Réveillon patrocinado pela Prefeitura com a vitória do companheiro
Elmano, a bancada de oposição ao PT estaria fazendo críticas. Mas, agora, a
festa, tão criticada, virou quase uma unanimidade. Ótimo que o governador
decidiu fazer. Não é preciso esse festival de desqualificação (da prefeita).
Facó classificou o evento como “uma política de turismo do município”.
Para o deputado Ely Aguiar (PSDC), a polêmica poderia ter sido evitada. “No
último momento, Luizianne deixa de realizar a festa. Ela poderia encerrar seu
mandato muito bem, mas acabou pisando na bola”, considerou.
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