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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

JOGOS ABERTOS DO INTERIOR: ETAPA SERTÃO CENTRAL/INHAMUNS ACONTECE NESTA QUINTA-FEIRA



O Congresso Técnico da Etapa Sertão Central/Inhamuns dos Jogos Abertos do Interior 2012 será realizado nesta quarta-feira (11), às 9hs da manhã, em Santa Quitéria. Na ocasião, a Secretaria do Esporte do Estado (Sesporte) vai receber todos os representantes de cada município participante no Salão Paroquial da Igreja Matriz, onde serão entregues as inscrições e também será feito o sorteio das chaves.

Segundo o coordenador dos Jogos Abertos do Interior, João Antônio Filho, 10 municípios já confirmaram presença e a previsão é que outras 10 garantam participação nas modalidades vôlei, futsal, basquete, handebol e futebol de campo. As inscrições vão até a meia-noite desta terça-feira (10). Os jogos da Etapa Sertão Central/Inhamuns começam neste fim de semana, de 13 a 15 de janeiro, em Santa Quitéria.

Inscrições

As inscrições dessa primeira bateria (Sertão Central / Inhamuns) devem ser feitas no site www.fuce.esp.br até a meia-noite desta terça-feira (10). Como previsto, o prazo para esta primeira parte do processo terminará um dia antes do início dos Jogos Abertos do Interior. Para mais informações e senhas para inscrição, os interessados podem entrar em contato pelos telefones: (85) 3101.4391 / 3101.4388.

Jogos Abertos do Interior

Os Jogos Abertos do Interior foram criados pela Sesporte e têm por finalidade promover e intercambio esportivo entre os municípios participantes. A competição visa proporcionar boas relações entre atletas, ex-atletas e técnicos e apontar o surgimento de novos valores no cenário esportivo cearense.

 FONTE:
Assessoria de Comunicação da Secretaria do Esporte do Estado
Isaac Araújo - (85) 3101-4415

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

QUIXADAENSE, O REI DAS 7 MIL MULHERES


Dono de banca em São Paulo, Guerrinha dedica sua vida à coleção e à negociação de exemplares da revista Playboy


Quando tocava o sinal do recreio, era sempre o mesmo ritual na escola de Quixadá, interior do Ceará. Os meninos se reuniam debaixo da árvore do pátio, um deles subia no ingazeiro com a revista na mão, enquanto os restantes ficavam atentos, vigiando, para evitar o flagrante da professora. Em dois minutos, o dono da revista, Guerrinha, de 11 anos, avisava que o tempo havia esgotado. O garoto descia, entregava a revista e pagava o “aluguel”. E a fila de meninos seguia. Entre galhos e folhas – e completamente perplexos –, os garotos descobriam a nudez feminina em uma Playboy americana.

Naquele ano de 1969, Estênio Guerra, o Guerrinha, teve seu primeiro contato com uma publicação erótica depois que um americano que vivia na cidade lhe propôs a troca: 17 revistas por algumas moedas estrangeiras. Aceitou e começou sua coleção, ainda modesta. O negócio engrenaria de verdade com o lançamento da revista Homem, em 1975, pela Editora Abril, embrião da Playboy brasileira, de 1978. Mais acessíveis e baratas, o campo estava livre para o menino trilhar o caminho que, hoje, lhe rende o título de “rei da Playboy”, ostentando mais de 7 mil exemplares da revista. Tudo à venda em sua banca, situada no número 42 da Rua Ática, no Campo Belo, zona sul de São Paulo.

Aos 17 anos, deixou o Ceará para morar no Rio de Janeiro, onde conciliava a escola e o “aluguel” de revistas com o emprego em um supermercado. A rápida e misteriosa popularidade que ganhou no novo colégio chamou a atenção de uma professora de francês. “Um dia, essa professora veio até mim e disse: ‘Engraçado, Guerrinha, todos os garotos ficam em volta de você. Parece que você tem mel’”, lembra, aos risos, o revisteiro. A aproximação acabou se transformando em namoro. Mas, assim como as revistas ajudaram a viabilizar o romance, também terminaram com ele. “Um dia, ela teve um ataque de ciúme e jogou minhas revistas pela janela. Então, eu decidi ir embora. Quando você tem uma coisa que ama muito, você vai ao extremo”, diz, é claro, se referindo às revistas.

Tal impasse se repetiu quando conheceu sua atual esposa, com quem é casado há 27 anos. Curiosa em saber o que havia no armário trancado da casa em que moravam juntos, pediu a Guerrinha que o abrisse. Espantou-se ao ver as três malas amarrotadas de revistas masculinas. Após dias de pouca conversa, expôs a questão: “Ou eu ou as revistas”. Sem conseguir convencê-la do contrário, ficou com as revistas. Perdeu a mulher, mas apenas por um tempo. “Ela não voltou. Mas aí o amor falou mais alto. Fui até ela, conversei e ela aceitou voltar, mesmo com as revistas”, relembra.

Crédito:Guilherme Sardas


Foi ainda na capital fluminense que o jovem descobriu que as revistas poderiam lhe render mais que alguns trocados. Com frequência, dirigia-se ao Posto 6, em Copacabana, com uma pilha delas e, sentado em um banco, folheava-as “como quem não quisesse nada”. A estratégia deu certo. Impressionado com as raridades do colecionador – entre elas, a edição número 1 da Playboy americana, com nada menos que Marilyn Monroe na capa –, um jornalista chileno arrematou toda sua coleção americana. “Se fosse no dinheiro de hoje, seriam mais de 100 mil reais. Foi com essa venda que eu comprei a casa da minha mãe, lá em Quixadá”, garante.

Em meados dos anos 1980, Guerrinha foi transferido para São Paulo, onde abriu sua primeira banca, a alguns metros do atual endereço, na Rua Joaquim Nabuco. O sucesso foi imediato... E a controvérsia também. “Muitos homens começaram a frequentar a banca e as mulheres começaram a reclamar. Nisso, a prefeitura me pressionou para sair de lá, até que o guincho pegou a banca e levou tudo embora”. Outro problema frequente do antigo ponto era a perseguição ao seu exemplar mais valioso: a edição de dezembro de 1982, o primeiro ensaio nu de Xuxa Meneghel. “Todo fim de semana a banca era quebrada. Os ladrões tentavam roubar a revista, pensavam que estava dentro da banca, mas não estava. Eu levava comigo”.

Zeloso, conta com o know how de mais de quatro décadas no ramo para definir os preços de suas raridades. Beleza não é o critério principal. A equação leva em conta a notoriedade da personagem, a idade e o estado de conservação da revista. “Se, por exemplo, o pôster estiver mal dobrado, já não serve para colecionador”, comenta. Com exceção da capa de Xuxa, sem preço definido – “Tem que ser muito dinheiro”, afirma –, o número mais caro é a capa da atriz Cláudia Ohana, de janeiro de 1985, que sai por R$ 500,00. Na sequência, vem a edição de Mara Maravilha, por R$ 200,00, seguida de atrizes e modelos hoje bem conhecidas do público, mas que posaram em início de carreira: Christiane Torloni, Betty Faria, Monique Evans, Maria Zilda, Lucinha Lins, com valores que oscilam entre R$ 60,00 e R$ 100,00.

Há mais de uma década no atual ponto, recuado no estacionamento de uma grande loja de construções, Guerrinha recebe todo tipo de cliente. De encomendas de colecionadores aos que procuram apenas a última edição. Sai na frente das bancas tradicionais por garantir a recompra do produto. “O cliente compra a revista do mês comigo porque sabe que, daqui uns dias, pode vir me revender. Ele me paga R$ 8,00, R$ 10,00 e depois me vende por R$ 5,00”, explica.

Para o futuro, não deseja grandes mudanças. Quer permanecer ali, com o privilégio de trabalhar rodeado pelas mulheres mais desejadas e menos vestidas do país. Mesmo assim, ainda guarda um pedido final: “Já está escrito que eu vou levar as revistas que eu mais gosto para dentro do caixão: Sílvia Bandeira, Adriane Galisteu, Vera Fischer, Cláudia Ohana e a Juju Salimeni, do Pânico”. Pela obstinação com que cuida de cada uma delas, merece ter o pedido atendido.



FONTE:
PORTAL IMPRENSA

PRODUÇÃO DE CAFÉ 2012 PODE ALCANÇAR 52,27 MILHÕES DE SACAS


A produção nacional de café da safra 2012 está estimada entre 48,97 e 52,27 milhões de sacas beneficiadas. Este é o primeiro levantamento realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e divulgado nesta terça-feira, 10 de janeiro, em Brasília.
O resultado representa crescimento situado entre 12,6 e 20,2%, quando comparado com a safra anterior, que foi de 43,48 milhões de sacas de 60 kg. O aumento se deve, principalmente, ao ano de alta bienalidade. Caso se confirme, será a maior safra produzida no país, superando o recorde anterior de 48,48 milhões de sacas, do período 2002/2003. Em relação à safra 2009, último ano de ciclo positivo, a nova safra é 5,22% superior.
A espécie arábica, com a produção estimada entre 36,41 e 39,02 milhões de sacas, corresponde em torno de 74,5% da produção nacional. Minas Gerais, maior produtor, representa aumento entre 25,25 e 26,82 milhões de sacas.
A produção da espécie conilon, avaliada entre 12,56 e 13,25 milhões de sacas, média de 25,5% da produção cafeeira do país. O Espírito Santo, maior estado produtor, tem a safra projetada entre 8,97 e 9,53 milhões de sacas.
Os dados referem-se à pesquisa realizada no período de 8 de novembro a 17 de dezembro, quando foram visitados os municípios dos principais estados produtores (MG, ES, SP, BA, PR e RO), que representam 98% da produção brasileira (com informações de Raimundo Estevam/Conab).
FONTE:
JORNAL DO BRASIL

ESTADOS UNIDOS ABREM MERCADO PARA CARNE SUÍNA BRASILEIRA

Carne suína brasileira chegará aos americanos - Foto: Itaci Batista/AE  


Brasília - O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, anunciou na tarde de hoje (10) a abertura do mercado norte-americano para a carne suína brasileira. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda, na sigla em inglês) reconheceu a equivalência do serviço brasileiro de inspeção de carne suína e autorizou a habilitação de matadouros-frigoríficos de Santa Catarina para exportação de carne suína in natura para o país.

“Isso [abertura do mercado norte-americano] para a economia é extraordinário. Agora vem Japão e Coréia”, disse o ministro por telefone ao governador Raimundo Colombo (PSD), de Santa Catarina, único estado reconhecido internacionalmente como livre de febre aftosa sem necessidade de vacinação e que concentra grande parte da produção nacional de suínos. “O embargo da Rússia nos atrapalhou muito. Agora estabelecemos um outro patamar”, complementou logo depois a jornalistas recebidos em seu gabinete.

Para os estados livres de aftosa com vacinação, o Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar dos Estados Unidos autorizou a habilitação de unidades para exportação de carne suína cozida e processada, desde que a industrialização ocorra em estabelecimentos registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) e habilitados como produtores de matéria-prima. Nos demais estados, o Ministério da Agricultura (Mapa) ainda fará uma supervisão nas plantas.

Na próxima semana sairá uma lista oficial com seis plantas, de três empresas, localizadas em Santa Catarina, que estarão habilitadas a começar a vender para os Estados Unidos. Mendes Ribeiro disse que elas já foram selecionadas e receberão um comunicado ainda esta semana.

Apesar de importarem grande quantidade de carne suína, os Estados Unidos também exportam, o que pode dificultar aos produtores brasileiros conseguir exportar grandes volumes para o país. No entanto, o reconhecimento norte-americano pode ajudar a derrubar barreiras nas negociações, que já duram anos, com dois dos maiores importadores mundiais de carne suína: o Japão e a Coréia, mercados de mais de US$ 1 bilhão em importações do produto.

“Os Estados Unidos permitiram que nós escolhêssemos as plantas frigoríficas. Não tem limite de indústrias. Podemos indicar quantas atenderem os requisitos. É um voto de confiança”, disse Luiz Carlos Oliveira, diretor do Departamento Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa).

O Ministério da Agricultura informou que a principal preocupação dos Estados Unidos dizia respeito à falta de fiscais federais agropecuários nos estabelecimentos habilitados, mas a pasta já se comprometeu a atender a exigência.

FONTE:
AGÊNCIA BRASIL

MOTOGERADOR COMEÇA NA ANTÁRTICA COM ETANOL FORNECIDO PELA PETROBRAS


Companhia está abastecendo estação com 350 mil litros de etanol. Com a iniciativa, Brasil será o primeiro país a gerar energia a partir de biocombustível no continente
Estação Antártica Comandante Ferraz - Foto: Agência Brasil

Começou a operar hoje (10/1), com combustível fornecido pela Petrobras, o motogerador a etanol que vai iluminar a Estação Antártica Comandante Ferraz. Com a iniciativa, o Brasil será o primeiro país do mundo a utilizar biocombustível para produção de energia no continente. O equipamento tem capacidade para suprir toda a energia necessária às operações e aos programas científicos realizados na estação.

O ministro da Defesa, Celso Amorim, deu partida na operação durante visita à Estação na Antártica hoje. A partir do evento, o motogerador passa a operar continuamente na Antártica, dando início ao programa científico da Estação. Segundo Celso Amorim, a iniciativa brasileira coloca o país em destaque no cenário tecnológico mundial e alinhado com a meta da ONU, que declarou 2012 como o Ano Internacional de Energia Sustentável para Todos.

A Petrobras está fornecendo 350 mil litros de etanol, idêntico ao utilizado nos veículos nacionais, e fará o acompanhamento tecnológico para validar a utilização do biocombustível em condições climáticas severas.

O biocombustível e o equipamento, desenvolvido pela Vale Soluções em Energia (VSE), partiram em outubro do Brasil para a Antártica no navio de Pesquisas Oceânicas Ary Rongel. Em seguida, uma equipe de engenheiros brasileiros seguiu para o continente para realizar as instalações e os testes necessários ao funcionamento do equipamento. A partir de agora e durante um ano, o motogerador vai operar em total sincronismo com os motogeradores já existentes a diesel, preservando o parque energético atual como uma medida adicional de segurança.

O motogerador a etanol brasileiro opera com tecnologia totalmente nacional e gera energia limpa, sem qualquer tipo de aditivo, a partir de um sofisticado equipamento de controle e comando via internet. A tecnologia foi desenvolvida pela VSE, uma empresa da Vale e do BNDES. 

O projeto é beneficiado pela Lei da Inovação, por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), que promove e incentiva o desenvolvimento de produtos e processos inovadores voltados para atividades de pesquisa.

A partida na operação do motogerador a etanol é um dos eventos que marcam os 30 anos do Programa Antártico Brasileiro (Proantar), gerenciado pela Marinha do Brasil, e conta com a parceria da Petrobras e da Vale Soluções em Energia (VSE). Acompanharam o ministro da Defesa na missão à Antártica o comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Julio Soares de Moura Neto, e o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro-do-ar Juniti Saito.

Estação Antártica Comandante Ferraz - A estação brasileira é operada pela Marinha do Brasil e foi instalada na Baía do Almirantado, localizada na Ilha Rei George, no verão de 1984. A partir de 1986, passou a ser ocupada anualmente e guarnecida por militares da Marinha do Brasil e pesquisadores, podendo acomodar até 58 pessoas. A estação possui laboratórios destinados às ciências biológicas, atmosféricas e químicas.

Criado em janeiro de 1982, o Proantar tem realizado importantes pesquisas científicas em diversas áreas de conhecimento, de forma a respaldar a condição do Brasil de membro consultivo do Tratado da Antártica, assegurando a participação nacional nos processos decisórios relativos ao futuro daquele continente.

FONTE:
Gerência de Imprensa/Comunicação Institucional
imprensa@petrobras.com.br 

CONHECIMENTO SOBRE MADEIRA É INSUFICIENTE ENTRE ENGENHEIROS CIVIS


Conhecimento sobre madeira é insuficiente entre engenheiros civis
Imagem: Roberto Amaral, da Assessoria de Comunicação da Esalq

O conhecimento dos profissionais de engenharia civil sobre matéria-prima proveniente de florestas é insuficiente, em especial quanto à questões de sustentabilidade, revela pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq),da USP em Piracicaba. O estudo, coordenado pela professora Adriana Nolasco, do Departamento de Ciências Florestais (LCF) da Esalq, aponta que entre os engenheiros há deficiências em conteúdos técnicos, legais e ambientais, apesar da ampla utilização da madeira no setor da construção civil.
“A confirmação da hipótese contribui para a indicação de espécies inadequadas, para a compra de madeira ilegal e insustentabilidade nas cadeias produtivas florestais e da construção civil”, alerta a professora, que supervisionou o trabalho realizado pelas alunas de graduação em engenharia florestal, Giovana Indiani e Mayra Bonfim.
O estudo avaliou o conteúdo sobre madeira nos cursos de graduação em Engenharia Civil no Estado de São Paulo. Foram identificadas todas as instituições públicas e particulares, que oferecem o curso no Estado. Os dados foram coletados a partir da matriz curricular dos cursos e do programa/ementa das disciplinas oferecidas que tratam do tema. Foram realizadas, também, entrevistas com roteiro semi-estruturado via telefone e internet.
De acordo com o levantamento, o curso de graduação em Engenharia Civil é oferecido por 53 instituições de ensino no Estado, sendo 8 públicas e as demais privadas. A análise dos dados mostrou que o tema madeira é tratado em todos os cursos. No entanto, temas da área técnica são mais abordados que os relacionados à sustentabilidade e legalidade.
Conteúdos

Os conteúdos referentes às propriedades, características, anatomia e estrutura da madeira são abordados em 100% dos cursos, com variação na carga horária destinada ao assunto. Na maioria deles, o conteúdo aparece como parte da disciplina Materiais de Construção, com carga horária de até 12 horas. Isso é suficiente, somente, para que o graduando tenha uma noção geral sobre o material, mas não permite conhecimento sobre suas propriedades e espécies de forma a fazer uma correta seleção e especificação de materiais para os diferentes usos.

Apenas 40% dos futuros engenheiros civis formados em São Paulo tem contato com disciplinas que abordam certificação florestal e acabamento e preservação da madeira. Sobre origem legal da madeira, apenas 60% dos alunos tem contato com o assunto. “Temas fundamentais e atuais como produção e comercialização de madeira legal e certificação florestal ainda não fazem parte do conteúdo de todos os cursos”, aponta o estudo.
Os cursos oferecidos pelas escolas públicas apresentam melhor adequação curricular quando se trata de madeira, abordando todos os aspectos necessários, com carga horária adequada e infraestrutura de laboratório para o desenvolvimento de atividades práticas. Os resultados parciais indicam que há necessidade de uma adequação curricular dos cursos de forma que o profissional possa atender as novas necessidades do mercado.
A pesquisa destaca que é preciso que os profissionais saibam mais sobre espécies adequadas do ponto de vista tecnológico e do manejo florestal, procedimentos para aquisição de madeira legal, madeira certificada e sua contribuição para a sustentabilidade ambiental, entre outros. “Esses temas são parte das políticas e procedimentos adotados pelo SSindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), pelos bancos financiadores da construção civil e pelo Governo do Estado de São Paulo para a sustentabilidade na cadeia produtiva da construção civil e nas cadeias florestais”, afirma Adriana Nolasco.
Matéria de Caio Albuquerque, da Esalq/Agência USP de Notícias, publicada pelo EcoDebate, 10/01/2012
FONTE:


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