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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

POLÊMICA DO TREM-BALA ENTRA NO TERRENO ORÇAMENTÁRIO

Trem Bala - TGV - Brasil
Depois de ajudar a esquentar a campanha eleitoral, o Trem de Alta Velocidade (TAV) entre Rio de Janeiro e Campinas já começa a fazer parte da discussão da proposta orçamentária para 2011. Com custo total estimado em R$ 34,6 bilhões, o projeto que o governo considera prioritário e o presidente Lula deseja ver pronto até as Olimpíadas de 2016 vai passar pelo crivo do Congresso, quando deputados e senadores se debruçarem sobre a análise das despesas para o próximo ano

Ainda em fase inicial de exame na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), a proposta orçamentária elaborada pelo governo reservou ao TAV, no próximo ano, aproximadamente R$ 447,7 milhões. Em princípio, prevalecendo a visão de que o projeto é de fato prioritário e havendo confiança no andamento das ações previstas para o período, os parlamentares poderão deixar intocada essa reserva ou mesmo ampliar o valor.
Mas não há nada que impeça o Congresso de reavaliar o grau de prioridade atribuído ao projeto pelo governo. Mesmo sem tirar o chamado trem-bala dos trilhos, os parlamentares podem decidir trabalhar com um horizonte mais largo para a conclusão do empreendimento. Nesse caso, podem usar da possibilidade de apresentar emendas para remanejar parte dos recursos e assim favorecer investimentos tidos como mais urgentes para o momento.
Ao lançar o edital para a escolha da empresa que vai executar o empreendimento, em julho, o presidente Lula revelou desejo de ver o projeto concluído ainda antes da Copa do Mundo, em 2014. Na ocasião, também disse que o trem seria um sucesso e que chegou à fase de execução graças a esforços de Dilma Rousseff, naquele momento candidata à Presidência. Seu principal adversário, o tucano José Serra, reagiu dizendo que havia pontos obscuros no projeto, em referência específica à esperada participação privada na sua implantação.
As divergências esboçadas na campanha agora podem passar para a arena da discussão orçamentária. Uma prévia se revela nas opiniões dos senadores Eduardo Suplicy (PT-SP), vice-líder do governo na Casa, e Eliseu Resende (DEM-MG). Para Suplicy, o projeto é indispensável e inadiável. Conforme o senador, os estudos estão sendo feitos há duas décadas e suas conclusões são irretocáveis: o trem de alta velocidade é a melhor alternativa a se somar aos modais de transporte já existentes, para reforçar a integração entre as duas principais regiões metropolitanas do país.
- É um investimento de alto interesse social e que será pago com as receitas que o próprio empreendimento irá proporcionar. Será de extrema utilidade e conforto, além de uma alternativa econômica vantajosa para os futuros usuários, ao contrário do que dizem os críticos. O TAV ampliará ao extremo as possibilidades de interação entre paulistas e fluminenses, com extraordinários resultados do ponto de vista social, econômico e cultural - defendeu.
Em linha oposta, Eliseu Resende, que foi ministro dos Transportes ao fim dos anos 70, diz que estudos técnicos e econômicos bem conduzidos desaconselhariam a prioridade que o governo está atribuindo ao trem-bala. Do ponto de vista social, defendeu o senador, outras alternativas na área de transportes seriam mais urgentes e recomendáveis. Cita, em especial, os investimentos para implantar ou ampliar os metrôs das grandes capitais do país, quase todos com obras inconclusas ou mesmo paradas. Além disso, ele afirma que o governo terá de entrar com "pesados subsídios" na fase de operação do projeto, pois não haveria expectativa de recompensa econômica para o setor privado.
- Apesar disso tudo, porque o governo insiste no projeto? É um cálculo político. Talvez queira deixar marcada sua passagem com um investimento novo e de alta visibilidade. Investir nos metrôs significa prosseguir com obras de governos anteriores, sem a mesma repercussão - avaliou Eliseu. 
Gorette Brandão / Agência Senado


FONTE: AGÊNCIA SENADO

SERRA CHAMA LULA DE POPULISTA NA FRANÇA E OUVE: "PORQUE NÃO SE CALA?"

Tucano participava de um fórum em Biarritz, onde também estava o assessor Marco Aurélio Garcia 

Daia Oliver/ R7
PARIS - O candidato derrotado à Presidência pelo PSDB, José Serra, desferiu ontem, em Biarritz, no sudoeste da França, críticas frontais ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, ao qual chamou de populista e "de direita" em seu primeiro compromisso político internacional após a derrota nas eleições no domingo. Quando reclamou da política externa e da aproximação com o Irã, ouviu de um membro mexicano da plateia: "Por que não se cala?"

Outro brasileiro ilustre, o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, também estava presente no fórum, mas se retirou antes do discurso de Serra.
Aberto na quinta-feira e encerrado ontem, no País Basco, fronteira com a Espanha, o 11.º Fórum de Biarritz - União Europeia-América Latina visava a discutir as relações políticas, econômicas e sociais entre os dois continentes. O evento não contou com a presença de chefes de Estado, nem mesmo do presidente da França, Nicolas Sarkozy. Nem a Embaixada do Brasil em Paris enviou representantes.
Serra chegou a Biarritz de avião no fim da manhã e foi recebido no aeroporto por autoridades locais. Como a candidata derrotada do PV à Presidência, Marina Silva, Serra havia sido convidado para participar do evento, mas não confirmara presença até a noite de anteontem. Ao receber o "sim", os organizadores previram que o tucano presidiria uma mesa redonda sobre imigração, mas em razão do horário do desembarque a programação não foi seguida.
Apesar da insistência do Estado, Serra não quis conversar com a imprensa. Em seu pronunciamento, de cerca de uma hora e feito em espanhol, o tucano falou basicamente de economia, fazendo um comparativo entre a conjuntura brasileira e a europeia. Ele criticou a alta carga tributária e a escassez de investimentos públicos. Afirmou que o País é fechado ao exterior, que vive "um processo claro de desindustrialização" e que Lula vem praticando "populismo cambial". "É um governo populista de direita em matéria econômica", atacou.
‘Estado Novo’
Ao falar de política, comparou o governo Lula ao Brasil dos anos 30 e do Estado Novo e criticou a atual política externa, acusando-a de "se unir a ditaduras, como a do Irã". Nesse momento, foi interrompido por um grito, vindo de um membro da Fundação Zapata, do México. "Por que não se cala?" A interrupção, segundo os presentes, provocou constrangimento e troca de ofensas.
No momento em que Serra discursava, Marco Aurélio Garcia já não acompanhava mais as discussões. Ouvido pela reportagem no mesmo momento em que o ex-governador discursava, Garcia não demonstrou interesse em saber o teor da palestra de Serra e justificou o "desencontro" com uma brincadeira: "Não nos encontramos porque o Serra sempre chega atrasado."
Serra e Garcia chegaram a Biarritz evitando a imprensa brasileira. O tucano não apenas não aceitou conceder entrevistas como não permitiu que sua assessoria confirmasse sua presença na França. Em Paris, a Embaixada do Brasil também foi surpreendida pela notícia de sua estada no sul do país. Já Garcia informou a embaixada de sua visita, mas também nenhum comunicado foi distribuído pela assessoria de imprensa.

PRIMEIRO TREM DO METRÔ DE FORTALEZA JÁ ESTÁ NO CENTRO DE MANUTENÇÃO PARA TESTES

Foto: Maguila
Após ser pré-montado no Porto do Pecém, o primeiro dos dois trens unidades elétricas (TUEs) comprados na Itália para operar no Metrô de Fortaleza já está no Centro de Manutenção, em Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza. A viagem do Porto até o Centro levou mais de sete horas e só encerrou na noite da última quinta-feira (4). O segundo TUE ainda permanece no Porto onde está sendo montado para realizar o mesmo percurso. Os dois TUEs chegaram ao Ceará em agosto. Os equipamentos fazem parte de um conjunto de 20 composições, que formarão 10 carros de 80 metros. O valor do investimento na compra dos trens foi de R$ 240 milhões.

No Centro de Manutenção, os dois TUEs terão sua montagem finalizada e passarão por testes estáticos, onde será aferido o funcionamento de todos os sistemas, como os de comunicação com os passageiros, de ar-condicionado e de eletricidade. Concluída essa etapa, terão início os testes dinâmicos. O presidente da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos, Rômulo Fortes, diz que a empresa está trabalhando para testar o trem em um trecho de dois quilômetros entre as Estações Virgílio Távora e Raquel de Queiroz. "Já temos prontos os trens e a via. Estamos agora trabalhando para energizar a via para podermos começar o teste dinâmico", explica.


Os TUEs comprados da Itália são movidos a tração elétrica, com capacidade máxima de transporte de 976 passageiros (sentados e em pé) cada, com ar-condicionado, dotados de comunicação sonora e visual, interna e externa, para orientação dos usuários. O equipamento deve operar em velocidade média de 60 km/h. As composições vão rodar na Linha Sul do Metrô, que ligará Maracanaú ao centro de Fortaleza. 
A Linha Sul tem 24 km em via dupla, sendo 18 km em trecho de superfície, 3,8 km subterrâneo e 2,2 km em elevado. Atualmente, 83,05% das obras civis foram executadas. Incluindo sistemas e material rodante, o percentual de execução é de 62,24%. São mais de 30 frentes de serviço e 2.600 operários atualmente trabalham no empreendimento. A previsão é que o Metrô entre em operação comercial em 2011.


O Metrô vai atender à população da Região Metropolitana, principalmente dos municípios de Fortaleza, Caucaia, Maracanaú e Pacatuba, onde estão concentrados 2/3 da demanda de transporte público de passageiros da região. Após a implantação da Linha Sul, o Metrô de Fortaleza, com a integração plena entre os modais de transporte, terá capacidade de transportar cerca de 350 mil pessoas por dia.

Assessoria de Imprensa do Metrô de Fortaleza
Viviane Lima ( viviane@metrofor.ce.gov.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. - 3101.7183)

FONTE: GOVERNO DO ESTADO

MILHÕES DE AMERICANOS DEPENDEM DO "BOLSA FAMILIA" PARA COMER

Centenas de pessoas fazem fila no calor em Santa Maria Goretti Igreja sobre Crowder Blvd para organizar o vale-refeição de desastres.

[Sara Murray, WSJ] Um grande número de domicílios americanos ainda depende da assistência do governo para comprar comida, no momento em que a recessão continua a castigar famílias.
O número dos que recebem o cupom de comida [food stamps, a versão americana do Bolsa Família] cresceu em agosto, as crianças tiveram acesso a milhões de almoços gratuitos e quase cinco milhões de mães de baixa renda pediram ajuda ao programa de nutrição governamental para mulheres e crianças.
Foram 42.389.619 os americanos que receberam food stamps em agosto, um aumento de 17% em relação a um ano atrás, de acordo com o Departamento de Agricultura, que acompanha as estatísticas. O número cresceu 58,5% desde agosto de 2007, antes do início da recessão.
Em números proporcionais, Washington DC [a capital dos Estados Unidos] tem o maior número de residentes recebendo food stamps: mais de um quinto, 21,1%, coletaram assistência em agosto. Washington foi seguida pelo Mississipi, onde 20,1% dos moradores receberam food stamps, e pelo Tennessee, onde 20% dos residentes buscaram ajuda do programa de nutrição.
Idaho teve o maior aumento no número de recipientes no ano passado. O número de pessoas que receberam food stamps no estado subiu 38,8%, mas o número absoluto ainda é pequeno. Apenas 211.883 residentes de Idaho coletaram os cupons em agosto.
O benefício nacional médio por pessoa foi de 133 dólares e 90 centavos em agosto. Por domicílio, foi de 287 dólares e 82 centavos.
Os cupons se tornaram um refúgio para os trabalhadores que perderam emprego, particularmente entre os estadunidenses que já exauriram os benefícios do seguro-desemprego. Filas nos supermercados à meia-noite do primeiro dia do mês demonstram que, em muitos casos, o benefício não está cobrindo a necessidade das famílias e elas correm antes da chegada do próximo cheque.
Mesmo durante as férias de verão as crianças retornaram às escolas para tirar proveito da merenda, onde ela estava disponível. Cerca de 195 milhões de almoços foram servidos em agosto e 58,9% deles foram de graça. Outros 8,4% foram a preço reduzido. Este número vai aumentar quando os dados do outono forem divulgados já que as crianças estarão de volta às escolas. Em setembro passado, por exemplo, mais de 590 milhões de almoços foram servidos, quase 64% de graça ou com preço reduzido.
Crianças cujas famílias tem renda igual ou até 130% acima da linha da pobreza — 28 mil e 665 dólares por ano para uma família de quatro pessoas — podem ter acesso a almoços gratuitos. As famílias que tem renda entre 130% a 185% acima da linha da pobreza — 40 mil e 793 dólares para uma família de quatro — podem receber refeições a preço reduzido, não mais que 40 centavos de dólar de desconto.
Ps do Viomundo: Texto dedicado àqueles que acham chique os programas sociais na França, na Alemanha e nos Estados Unidos, mas tem "horror!" dos programas sociais brasileiros.
Estados Unidos - Laboral/Economia

FONTE: DIÁRIO LIBERDADE

CAPTAÇÃO LÍQUIDA DA POUPANÇA É POSITIVA PELO DÉCIMO OITAVO MÊS CONSECUTIVO


Brasília – A diferença entre depósitos e retiradas das cadernetas de poupança teve o décimo oitavo mês seguido de saldo positivo, em outubro. Os depósitos foram menores R$ 4,456 bilhões em relação a setembro, totalizando R$ 95,011 bilhões. Mas como as retiradas foram menores, ficando em R$ 92,450 bilhões, a captação líquida foi positiva.
O último resultado negativo da poupança foi registrado em abril do ano passado, sob o impacto da crise financeira internacional.
Os números foram divulgados hoje (5) pelo Banco Central e mostram que os rendimentos creditados no mês atingiram R$ 1,932 bilhão. Com isso, o total de depósitos em poupança subiu de R$ 360,104 bilhões, em setembro, para R$ 364,601 bilhões, em outubro.

Do total, R$ 288,657 bilhões (79,17%) são depósitos no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e R$ 75,940 bilhões (20,82%) são da poupança rural. No ano, a captação líquida somou R$ 28,3 bilhões e foram creditados rendimentos de R$ 17,2 bilhões nas cadernetas de poupança.


Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil


FONTE: AGÊNCIA BRASIL

COREIA DO SUL CONVIDA DILMA PARA PARTICIPAR DA REUNIÃO DO G20

Na imagem: Reunião do G-20 em 2009 em Pittsburg, EUA.
Foto: Periodismo Humano
Brasília – O governo da Coreia do Sul convidou oficialmente a presidenta eleita do Brasil, Dilma Rousseff, para participar da reunião de cúpula do G20 nos dias 11 e 12 deste mês, em Seul. Dilma fará parte da comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com o convite, a presidenta eleita poderá participar de todos os eventos oficiais do encontro.

Não é a primeira vez que um presidente eleito acompanha seu antecessor em encontros internacionais. Em 1994, o então presidente eleito Fernando Henrique Cardoso integrou a comitiva do presidente Itamar Franco à 1ª Cúpula das Américas, em Maimi (EUA). É comum a participação do presidente eleito nesse tipo de evento como forma de preparação do novo governo. 

Apesar de compor a comitiva de Lula, Dilma não viajará para Coreia do Sul no avião do presidente. Ela irá a Seul em voo comercial, acompanhada do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e de assessores. O motivo é que Lula, antes de ir para Seul, tem compromissos oficiais em Maputo, capital de Moçambique, na África, nos dias 9 e 10. 

O presidente Lula desembarcará na capital coreana na próxima quinta-feira, por volta das 12h. À noite, ele participa de jantar de trabalho oferecido pelo presidente da Coreia do Sul aos demais chefes de estado do G20. O tema será a economia global e o marco para o crescimento forte e equilibrado.

“A cúpula de Seul, a quinta do G20, completa uma fase importante na história do encontro, pois conclui o programa de 47 ações adotadas em Washington, em novembro de 2008, como as reformas do FMI [Fundo Monetário Internacional], disse o secretário adjunto de imprensa da Presidência da República, Carlos Villanova.

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil

FONTE: AGÊNCIA BRASIL
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