sábado, 18 de setembro de 2010
ORGÃOS PÚBLICOS ADOTAN REDES SOCIAIS PARA INTERAGIR COM A POPULAÇÃO
A maior parte do trabalho ocorre em redes sociais, que viraram uma espécie de canal de prestação de serviços. Assim que o computador do ministério identifica a dúvida, a equipe envia uma resposta ou orientação ao usuário. Se você digitar qualquer pergunta, ou falácia, sobre a transmissão da dengue em seu Twitter, por exemplo, isso provavelmente será respondido pela equipe da pasta, geralmente no prazo de um dia após a identificação da pergunta.
O software procura palavras-chave relacionadas às campanhas do ministério: combate à dengue, doação de sangue, doação de órgãos, medula óssea, Aids, influenza H1N1 (popularmente conhecida como gripe suína), hipertensão, diabetes, vacinação infantil e combate ao consumo de crack. As dúvidas mais curiosas são sobre a influenza A. “Quando começamos a campanha de vacinação contra o H1N1, muitas pessoas receberam e-mails com notícias mentirosas. A atuação nas redes sociais foi essencial para a gente reverter esse quadro e conseguir imunizar a população”, afirma Marcier Trombiere, chefe da comunicação do Ministério da Saúde.
Na época, circulavam na internet uma série de mensagens sugerindo que a vacinação era uma tentativa de genocídio para reduzir o número de habitantes do planeta. “A vacina H1N1 contém mercúrio — a segunda substância mais perigosa do planeta, depois do urânio. O veneno de uma cascavel é menos perigoso que o mercúrio”, dizia um dos textos. Para combater o boato, o ministério fez cerca de 62 mil intervenções em redes sociais, explicando que o nível de mercúrio da vacina era mínimo e que não provocaria nenhum efeito colateral grave.
Outro assunto que mobiliza os internautas é a Aids. A equipe do ministério recebe muitas mensagens de pessoas que tiveram comportamento de risco e que estão preocupadas com a possibilidade de contaminação pelo vírus. O grupo de comunicação interativa também amplia o número de palavras-chave buscadas pelo software sobre esse assunto. “Na área de sexo seguro, é preciso ir um pouco além do trivial e buscar expressões mais populares”, explica Marcier Trombiere. A resposta, contudo, só é dada se houver dúvida em relação à saúde.
Marcier lembra que, no começo do projeto (1), os internautas duvidavam que o ministério estava mesmo usando as redes sociais para manter contato com o cidadão. Hoje, quase três anos depois, os perfis da pasta já são reconhecidos pelos usuários da rede de computadores. Em 50% dos casos, o contato é feito diretamente com a equipe do órgão via Twitter, blogs, Formspring, entre outros. “O interessante é que qualquer intervenção nesse espaço ganha uma progressão geométrica. Se você der a informação para uma pessoa, em breve, ela pode chegar a 1 milhão”, afirma o chefe da comunicação do ministério.
Além do software que faz a varredura na web, a equipe de comunicação interativa usa os alertas do Google para acompanhar notícias sobre os temas de interesse do órgão. Os alertas são avisos mandados por e-mail quando há notícias publicadas sobre tópicos definidos pelo usuário. Quatro pessoas trabalham diretamente com a fiscalização do que circula nas mídias sociais, e outras 12 podem ser chamadas, conforme a necessidade.
Marcando presença
Assim como o Ministério da Saúde, outros órgãos governamentais estão se mobilizando e aparecendo para os internautas. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por exemplo, mantém uma comunidade no Orkut, uma página do Twitter e um blog. Camilla Valadares, coordenadora de mídias sociais da pasta, conta que a entrada na web começou pelo queridinho dos brasileiros. “Nós sabemos que o Orkut tem ampla penetração no país, inclusive em famílias da classe C, que usam muito os serviços do ministério”, aponta Camila. “Nós atendemos desde o trabalhador que quer tirar dúvidas sobre o seguro-desemprego até o empresário que precisa saber como funciona o sistema trabalhista”, diz.
No Ministério da Cultura — que tem blogs, página no Twitter e canal no YouTube —, a internet já serviu até como plataforma para consultas públicas. A última, encerrada em 31 de agosto, colheu 7,8 mil contribuições via blog sobre as mudanças na lei de direito autoral. No começo deste ano, o órgão abriu uma conta no Flickr para compatilhar fotos do dia a dia do ministro. “Nós já temos mais de 1,5 mil imagens livres, que são usadas até mesmo pelos jornalistas do setor de comunicação do ministério”, explica Anderson Falcão, coordenador do núcleo de multimídia da Cultura.
Ainda mais surpreendente é a participação do Supremo Tribunal Federal (STF) nas mídias sociais. Desde outubro do ano passado, a Corte integra um seleto grupo de instituições que têm um canal oficial gratuito no YouTube. Para se ter uma ideia, estão na lista também a Casa Branca, o Vaticano e a família real inglesa. A página é abastecida com matérias e documentários produzidos pela TV Justiça e divididos por assunto. Além disso, o Supremo criou, em dezembro de 2009, uma conta no Twitter. Na página, é possível acompanhar, voto a voto, o julgamento de temas polêmicos — como a ação movida pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) pedindo a liberação dos humoristas para fazer sátiras de políticos durante a campanha eleitoral.
O Twitter conquistou, ainda, órgãos públicos tradicionalmente mais fechados. O Ministério da Defesa lançou há um ano sua conta no microblog, onde divulga posicionamentos da pasta de forma mais rápida. O Twitter também é usado como canal de comunicação com públicos específicos do ministério, como militares e suas famílias. A participação nas mídias sociais, porém, para por aí. “Quando possível, utilizamos twitter search, que identifica as menções ao endereço @defesagovbr nos dias anteriores. Mas a estrutura de comunicação é precária, por isso esclarecemos no cabeçalho de apresentação que perguntas individuais devem ser encaminhadas via Fale Conosco”, esclarece o operador do microblog, José Ramos.
1 - Boataria
A ação do órgão nas redes sociais começou em 2007, quando o Brasil enfrentou um surto de rubéola. A campanha nacional de vacinação contra a doença foi alvo de uma teoria da conspiração: e-mails e posts afirmavam que a imunização iria, na verdade, esterilizar os brasileiros em idade reprodutiva. O trabalho na internet foi essencial para resolver o problema.
FONTE:http://www.pernambuco.com/
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
ASSINATURA ELETRÔNICA PODERÁ VALER COMO APOIO A PROJETO DE INICIATIVA POPULAR

Assinaturas eletrônicas poderão passar a ser contabilizadas para formar o número de apoios necessários à apresentação de projetos de lei de iniciativa popular. É o que determina proposição (PLS 129/2010) da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), em tramitação na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT).
Um exemplo recente da importância da participação dos brasileiros na produção legislativa é a Lei da Ficha Limpa, originária de um projeto de iniciativa popular. Serys considera que o número de assinaturas exigidas para apresentação desse tipo de proposta (mais de 1 milhão) inibe e quase chega a inviabilizar a mobilização popular com esse objetivo. Afinal, diz ela, ao trabalho de coleta, é preciso acrescentar outro ainda maior de controle dessas assinaturas, para evitar fraudes.
A possibilidade de apresentação de projeto de lei por iniciativa popular foi instituída a partir da Constituição federal de 1988 e está regulamentada pela Lei 9.709/1998. De acordo com a legislação, esse tipo de projeto deve ser subscrito por, no mínimo, 1% do eleitorado nacional, distribuído por pelo menos cinco estados, com não menos de 0,3% dos eleitores de cada um deles. Como o eleitorado brasileiro ultrapassa os 135 milhões de cidadãos, cerca de 1 milhão e 350 mil assinaturas são exigidas em projetos dessa natureza.
Serys acredita que a alteração da regra, abrindo a possibilidade de manifestação de apoio por meio de assinaturas eletrônicas, permitirá o aumento da participação direta do cidadão e contribuirá para consolidar a legitimidade das instituições representativas do país.
Em sua proposição, está prevista ainda a possibilidade de transformar em sugestões legislativas projetos de iniciativa da população que não atinjam o percentual de assinaturas exigido pela lei. Nesse caso, eles deverão seguir as normas estabelecidas para propostas sugeridas por sindicatos, associações e organizações não governamentais: serão estudadas pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) no caso do Senado ou pela Comissão de Legislação Participativa (CLP) no caso da Câmara - e, se aprovadas, começam a tramitar normalmente como um projeto.
O projeto está sendo relatado pelo senador Alfredo Nascimento (PR-AM). Após votação da CCT, seguirá para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde receberá decisão terminativaÉ aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado. Quando tramita terminativamente, o projeto não vai a Plenário: dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação, ele é enviado diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado. Ele somente será votado pelo Plenário do Senado se recurso com esse objetivo, assinado por pelo menos nove senadores, for apresentado à Mesa. Após a votação do parecer da comissão, o prazo para a interposição de recurso para a apreciação da matéria no Plenário do Senado é de cinco dias úteis. .
Ficha Limpa
O projeto que deu origem à Lei da Ficha Limpa foi apresentado pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral e recebeu 1,6 milhão de assinaturas, apresentadas em 2009, quando o projeto foi entregue na Câmara dos Deputados. Conforme Francisco Whitaker, um dos líderes do movimento, mesmo depois de apresentado à Câmara o texto continuou a receber apoio por meio da internet, tendo recebido mais de 2 milhões de assinaturas antes mesmo de chegar ao Senado.
A Lei da Ficha Limpa veta a candidatura de políticos condenados na Justiça por decisão colegiada, em processos ainda não concluídos.
Denise Costa / Agência Senado
FONTE: AGÊNCIA SENADO
CASA LOTÉRICA DE IBARETAMA É A MAIS NOVA VITIMA DE ASSALTO
Depois de assaltar a agência lotérica da cidade de Choró a suposta dupla agiu novamente, dessa vez na cidade de Ibaretama.

As Policias Civil e Militar estão fazendo buscas no intuito de prender uma dupla criminosa que tem agido intensamente nas cidades do Sertão Central. Bandidos assaltaram a casa lotérica da cidade de Choró, conforme matéria recente da Revista Central, menos de 24 horas a dupla assaltou outra lotérica, dessa vez em Ibaretama.
Dois homens armados com as mesmas características, assaltaram a única lotérica de Ibaretama, situada na Rua Francisco Rodrigues da Costa, no Centro. Segundo informações do soldado Aroldo, do 11º batalhão provisório de Ibaretama, o crime aconteceu por volta das 10h, quando dois elementos de cor morena, sendo altos, chegaram ao interior do estabelecimento apontaram armas para a atendente que estava sozinha no momento, os homens roubaram o valor de R$ 1.816 reais, fugindo em seguida em direção a CE-060.
A dupla fugiu em uma motocicleta de cor preta, sem placas, supostamente a mesma usada no crime em Choró. A atendente bastante nervosa com a situação não soube passar maiores detalhes para a polícia, mesmo assim foi feito um cerco com reforço das policiais de Quixadá, Ocara e Ibicuitinga. Populares informaram que a dupla estava de shorts jeans, um deles com camisa blusa marrom.
Na tarde de ontem a Policia Civil de Quixeramobim e de Quixadá conseguiram prender três elementos que também pratica crimes idênticos na região.
Para qualquer denúncia sobre este caso e outros.
Delegacia Regional de Policia Civil de Quixadá (88) 3445 -1047
Policia Militar 190
ÍNDICE DE CASAMENTO BATEU RECORD EM 2008, DIZ IBGE

O índice de nupcialidade legal no País chegou a 6,7% em 2008, o maior registrado desde 1999, segundo a pesquisa Síntese de Indicadores Sociais, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A tendência de aumento do índice é contínua desde 2002, quando atingiu a marca de 5,6% para a população de 15 anos ou mais, como já havia mostrado o IBGE na pesquisa Estatísticas do Registro Civil.
Pesquisadores atribuem o aumento à melhoria no acesso aos serviços de Justiça, à procura de casais por formalizarem uniões consensuais, incentivadas pelo Código Civil (renovado em 2002), e por ofertas de casamentos coletivos. O índice de nupcialidade legal é obtido pela divisão do número de casamentos pelo de habitantes e multiplicando-se o resultado por 1.000.
A maior ocorrência entre as mulheres permaneceu no grupo de 20 a 24 anos (29,7%). Já entre os homens, o índice mais elevado foi registrado entre aqueles de 25 a 29 anos (28,4%). A partir dos 60 anos, os números relativos aos homens são mais que o dobro das mulheres. O índice mais alto em 2008 foi registrado no Acre (12%).
TRE NÃO PERMITE VOTO COM APENAS UM DOCUMENTO

Segundo o magistrado, a Justiça está oferecendo as condições para os eleitores terem acesso à nova via dos títulos. “Tomamos todas as medidas necessárias nas cidades atingidas”, justificou. Entre as medidas, ele apontou a reabertura dos cartórios eleitorais e a reimpressão de todos os títulos de Palmares, Barreiros e Água Pretas, cidades mais atingidas pelas chuvas.
Ao fazer o pedido ao TRE-PE, a Frente Popular estava preocupada com a baixa procura da população pela segunda via do título de eleitor e por outros documentos. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que, a partir deste ano, somente será permitido votar com a apresentação do título e de um documento oficial com foto.
O eleitorado dos 11 municípios atingidos pelas enchentes na Mata Sul representa 3,4% do estado, com 6,2 milhões de eleitores. Palmares tem 44.045 eleitores cadastrados pelo TRE-PE, enquanto Ribeião aparece com 31.015 e Barreiros, 30.983. São Benedito do Sul possui o menor colégio eleitoral das cidades atingidas, 7.826 pessoas aptas a votar.
PROJETO CRIA CRITÉRIO PARA DESEMPATE EM VESTIBULAR

A Câmara analisa o Projeto de Lei 7654/10, já aprovado pelo Senado, que estabelece critério social para o desempate de processos seletivos em instituições públicas de ensino superior.
Pela proposta, do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), no caso de empate na seleção, terá prioridade na matrícula o candidato que comprovar ter renda familiar inferior a dez salários mínimos. Se mais de um estiver nessa situação, prevalecerá o que comprovar menor renda familiar.
Condições desiguaisSegundo o senador, a proposta busca oferecer as mesmas oportunidades de acesso ao ensino superior às pessoas que têm rendas diferentes. "Pobres e ricos são desiguais num contexto social capitalista, mas ambos, por princípio isonômico, devem ter o igual direito de acesso ao ensino superior, mas em condições desiguais, especialmente quando prestado pelo poder público", declarou.
Atualmente, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9394/96) remete a definição das regras de preenchimento das vagas ao edital de seleções realizadas pelas instituições públicas de ensino.
TramitaçãoO projeto tramita em caráter conclusivoRito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações: - se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário. e será analisado pelas comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta:
PL-7654/2010
Reportagem - Rodrigo Bittar Edição - Newton Araújo
FONTE: AGÊNCIA CÂMARA
